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[Fic Interativa] Earth Kills

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51 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Dom Out 30 2016, 16:48

Josh

Olha, acompanho seu desenvolvimento em escrever fics desde 2012 e vejo que você evoluiu muito. Se já na tão antiga "Project Fórum Geek" eu já achava sua escrita boa, agora sim tá bem legal. Desde o Night's Watch, deu para perceber uma enorme evolução, que acompanhei você se esforçando para alcançar, enquanto ficávamos treinando descrever lugares e situações. Acredito que isso tudo ajudou, junto com a prática, para que você conseguisse agora descrever tão bem e manter as pessoas focadas na história e além de tudo causar sentimentos nelas.

E eu sei que você vai conseguir evoluir ainda mais, ao longo que pratica. Já consigo ver que a Season 2 será tão boa ou melhor que essa, e a season 3 melhor que as outras duas. Com tudo nos trilhos e as ideias que têm em mente, acredito que vai fazer um ótimo trabalho.

Essa season finale também me surpreendeu. Achei que seria apenas um episódio calmo de finalização enquanto eles descobririam algo que seria mostrado mais afundo na próxima temporada, mas gostei de toda essa desgraça que você fez o grupo passar. Já estava curioso para ver a parte medieval que você pretende implantar na fic em breve, agora fiquei mais ainda. Quero ver em breve o tipo de sociedade que o grupo ainda vai encontrar com essas características.

Falando sobre os personagens, acho que você os desenvolveu muito bem, principalmente a parte emocional, na qual se focou bastante. Jeremy está o cara irritante e misterioso que você quis passar, para que os leitores tenham alguém do grupo para odiar. Ainda é um pouco imprevisível, mas dá para ver que dificilmente algo bom vai sair desse cara.

Alice teve o desenvolvimento mais sombrio, com um passado bem triste e uma convivência próxima com um grupo tribal canibal. Apesar disso tudo, ela ainda consegue sorrir, mesmo que não sinceramente, mas pelo menos não está totalmente quebrada e superou todas as dificuldades. Ainda espero muito dela, principalmente quando a parte medieval e de outras sociedades chegar, e por isso é uma das minhas favoritas do grupo.

O Adam teve uma evolução bem linear. O peso e a culpa fez ele largar uma personalidade babaca para se tornar alguém que se importa com os outros, mesmo que ele não queira que pensem isso dele. Adam e Caterine estão desenvolvendo um bom relacionamento, que parece que vai se tornar um romance no futuro. Mas ainda não sei muito bem o que esperar do Hunt, principalmente por parecer meio instável às vezes.

Fico feliz em ver que a Caterine encontrou o seu irmão, bem estilo Rick & Carl mesmo. O que parecia ser uma garota quebrada com todos os problemas que havia passado, acredito que agora ela se tornará mais forte e esperançosa, tendo um grande motivo para seguir em frente e dar exemplo para o irmão.

Peter é a energia e esperança do grupo, como Chris bem disse. Também é um dos meus favoritos. Assim como gosto do Quicksilver nos X-Men, ver ele em uma fic assim é bastante interessante, principalmente quando você desenvolve uma parte mais sentimental dele, fazendo ele ser forte e tomar decisões importantes, como ter matado um homem e bolar planos. Acredito que tem bastante potencial para se tornar um personagem excelente.

Tyler está sendo um bom líder e tomando boas decisões. Apesar do personagem não ser bem o que eu desejava, acredito que está muito bom e você deu o seu melhor para ser fiel a algumas características da ficha. Tyler tem um grande sentimento de protecionismo e parece estar disposto a fazer tudo pelo grupo, o que o torna um bom líder. Por ser mais good que o Jeremy, é mais sensato e um encorajador melhor. Os dois parecem rivais e que vão brigar em breve, mas acredito que o Jeremy não tenha nada de muito evil, só loucura mesmo que o consome aos poucos. Se for muito para o lado evil a ponto de prejudicar o grupo, não duvido que o Tyler seja o cara que vá enfrentá-lo até a morte.

Enfim, a história está muito bem desenvolvida e fico surpreso ao ver que você consegue fazer capítulos tão grandes e tão envolventes ao mesmo tempo, sem serem cansativos ou com enrolação. Por isso, o parabenizo por ter escrito toda essa obra e lhe digo que você tem a crescer, meu rapaz.





 
Spoiler:

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52 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Dom Out 30 2016, 22:41

Babi

Eu so quero saber de uma coisa: Quando é a próxima temporada?

Mitou como sempre na escrita, Gabriel. Tenho que ressaltar mais uma vez a forma como acho foda você ligando os flashbacks ao presente deles. E também falar como sua escrita é muito facilmente interpretada e imaginada. Sem contar que o enredo dessa temporada merece 10 estrelas msm, já que foi muito bem desenvolvido. E por fim queria dizer que você levou a Alice exatamente da forma que eu imaginava, muito boa, jovem.

Agr seguindo, vou falar o que achei de cada personagem.

Adam: Sempre tenta salvar alguém e se fode no caminho não conseguindo, mas achei muito foda ele no final ter conseguido salvar a Catarine e escolhendo não ser um peso, mesmo que ainda tenha se fodido no final. Achei o desenvolvimento dele algo mais interno, já que sempre perder as pessoas fez com que ele fosse um pouco menos babaquinha, sem contar que agr ele ta só amor e ama nois. Shippo com a Catarine.

Alice: Como eu disse antes gostei muito da forma que você mostrou ela e desenvolveu a historia dela. Fiquei o capitulo todo na expectativa de ver se ela tinha se fodido, e quando vi que tinha so mais uma parte e ela não tinha aparecido ainda, pensei que vc deixaria o misterio dela pra próxima junto com os outros, deu vontade de te matar, mas relevemos ja que ela apareceu Laughing . Enfim, gostei de como ela encontrou a Caterine e ficou sabendo das paradas, e também da forma que as duas formaram uma parceria pelos outros. Só achei que faltou saber o que o conselho achou de eu ter matado meu pai hihihi. Mas espero que na proxima temporada mostre a relação dela com o conselho, ja que eles não devem ser muito fãs da mina. Gostaria de saber também qual vai ser a reação dos amigos quando ouvirem que ela queimou uma vila dos canibais e mostrou o lado frio dela. E por fim pra ver o reencontro dela com os migos. Agora nos resta esperar pra ver o que toda essa temporada fez ela virar e ver se o circo vai pegar fogo de novo.

Catarine: Gostei muito de como tu mostrou toda a fadiga mental de saber da morte do irmão trouxe pra ela e como no momento necessário ela se manteve firme. Apesar de ela ter se tornado meio fria tbm, fico curiosa pra o que vão fazer pra salvar os outros, momento que rezamos pelo girl power. Curti muito o reencontro dela com o irmão tbm, foi uma cena bonitinha e a trilha sonora colaborou. Espero que o irmão dê pra ela animo pra salvar os maninho. E vamos torcer pro conselho não comer nosso cu, amém. Shippo com o Adam

Jeremy: Esse mano é mais louco que o Batman e não confio nem um pouco nele, espero que a Alice não confie nesse cara pq ele não ta nem ai pra ninguem.

Peter: "Ela era minha amiga, merece ser enterrada" , Awesome . Melhor bromance que ja teve, bjs e como o chris disse gostei pakas das partes dos dois sendo migos, ansiosa por esse reencontro. Um dos melhores personagens da temporada, teve um desenvolvimento daora com aquela parada do Toddynho la. Espero que eu não tenha que enterra-lo também, afinal é a unica pessoa que não acha a Alice irritante, por ser tão irritante quanto, sem contar que é um dos mais carismaticos. Ainda bem que foi sem atitude e não beijou a Lily, pq essa mina é muito muito suspeita. Mas agr resta a gente bolar um plano mirabolante para salva-los.

Tyler: Não tenho muito o que dizer dele, a não ser fato de ser um lider daora e ter um gosto daora pra musica.

Enfim, nao demora pra postar a segunda temporada, viado. Ja sinto saudades.



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53 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Qui Nov 03 2016, 02:40

Dwight

Desculpa pela demora, Chris Gabriel, quis fazer um comentário bem elaborado e sincero, não algo apressado.

Então, vamos lá. Sei lá por onde começar esse caralho, vou dividir a porra toda msm, e é bom que leia. Cat

Escrita: Falar da escrita é chover no molhado, você já conseguiu desenvolver uma identidade própria de escrita e acho que isso é muito importante (ok que talvez não faça o ato de escrever menos estressante, mas definitivamente o resultado final tem personalidade). As descrições são bastante satisfatórias, tanto de ambientes quanto de sentimentos e situações (em alguns momentos, devo dizer, sua obcecação em colocar merda nas paradas me dá certo nojo, mas como já disse antes é um talento seu descrever situações fodidas), as descrições de aparência muitas vezes foram deixadas de lado, salvo para fazer distinção ou pontuar (usar "ruiva" para não repetir "Caterine", por exemplo), mas por mais que eu ache algo importante de se ter, em 90% dos casos isso foi substituído pelo uso da imagem, então entendo abrir mão disso por já termos uma "imagem mental" pré-estabelecida. Seu texto realmente prende a quem lê; e sem dúvidas, comparando do PFG até o EK, a evolução é monstruosa. :grin:

Desenvolvimento da história: Isso é o que, desde antes do primeiro capítulo, eu tinha certeza que seria bem feito; e creio ser a parte mais importante de qualquer fic. Tinha essa certeza principalmente por saber (e ter participado) do que você já fez no NW e F&B, onde criou histórias provavelmente até mais complexas do que essa com o adicional de nós cagando o desenvolvimento delas, então aqui certamente não teria problemas; e realmente não teve. Introduziu história e personagens, estipulou personalidade para cada um, criou laços, apresentou adversidades, "vilões" e aliados, colocou situações de perigo e viradas inesperadas (e matou pra krl tbm), dosou bem o tempo de cada e desenvolveu seus arcos próprios, solucionou os problemas apresentados e ainda deixou uma conclusão satisfatória, mas com pontos de interrogação para a continuidade. Acho muito interessante, inclusive, no meio da história ter tido um capítulo desanexado, como foi o dos flashbacks (outra coisa bem usada em vários momentos) do Jeremy. Enfim, em questão de desenvolvimento, por mim é completamente só elogios.

Desenvolvimento de personagens: Assim como o desenvolvimento da história, acho que foi bem feito pra caralho, apresentou e explorou muito bem as nuances de cada um (dos principais, claro), com arcos bem definidos nesse primeiro... arco. Acho que desde o início a interação e as relações interpessoais foram muito bem colocadas, em cada um de sua maneira. Mas como os Wi kuwat!, vamos por partes:

Jason: Rapaz foi cedo, surpreendeu por isso, gostei. Minha única decepção fica por ter levado o ship junto, mas ainda assim, Tyson viverá para sempre em nossos corações;
Spoiler:
Tyler: Entre os seis é o mais "no lugar", e provavelmente por isso ocupe o posto de líder, mas teve um bom arco tomando as rédeas. Foi o único que teve um probleminha de mudança brusca na personalidade (de good fella para malandrilson), mas natural quando se tem que interpretar um personagem que não criou, ainda assim é um personagem surpreendentemente empático vindo do Josh (*provocação gratuita porque eu sei que atinge ele*), e eu realmente gostei bastante do cara (teria gostado mais se tivesse ficado com o Jason, mas ok). Umas das coisas mais maneiras desse primeiro arco, para mim, foi a interação dele com o Jeremy; acho que (e espero que) tenha MUITO à vir disso ainda, rola até algum conflito por ele ter virado o líder e um dia o Jeremy já ter sido um para um grupo parecido, e parte dele ainda querer ser esse líder, o que pode gerar algo do caralho. (Duvido que vc tenha pensado nisso antes, ctz que foi na cagada, mas o que importa é que tá aí).
Peter: Creio que foi o personagem com o desenvolvimento mais aprofundado nessa primeira parte, ele é inicialmente a alegria do grupo, puro carisma e o que gera mais empatia, o cara que mantém o astral mesmo em qualquer adversidade (mesmo que seja ele o ferido). Naturalmente, pela personalidade, é o que criou mais laços (Jason, Monty v2, Alice, Tyler, Lily), e ele certamente tem fácil identificação com todos, sendo o mais suscetível a sofrer; então obviamente ele eventualmente quebra pós-morte do Jason/sequestro da Alice. Ele se recuperou mais rápido do que eu esperava, admito (Muito pela introdução da Lily, acho) mas ele ter recuperado o humor não significou ter esquecido o que passou; e acho que se tornou mais ciente da realidade em que está vivendo, principalmente por ter tido de matar para salvar alguém.
Lily: Continuou com a opinião anterior: Acho que ela serviu para "recuperar" o Peter, e pode ser que venha a ter algum arco relacionado à ele no futuro, ou como o Gabriel que tá escrevendo só vai ser brutalizada pra ele sofrer mais. Apesar de não ver motivos para desconfiar ainda, se ela for uma intrusa escondida, eu já vi esse recurso antes, companheiro.
Alice: É a que passou pelos momentos e transformações mais radicais, se o Peter foi quebrado pelo "luto" que sentia, ela foi quebrada de todos os modos, caminhos e formas possíveis (menos estupro, pq agora temos um mestre controlado Wink), passando por várias situações extremas e literalmente lutando para superar elas. Como já citei antes, foi bastante recompensador ver ela fodendo com os Wi kuwat. Gostei bastante da forma como o passado dela se ligou com o presente, de forma que tudo que ela viveu até então fez ela agir quase como um animal violento, e mesmo segura agora, quero muito ver como esses eventos e toda tortura/humilhação vão afetar a cabeça dela daqui para frente. Gostarei de ver como vai ser a interação, pelo menos inicial, dela com a Caterine; se forem salvar os outros.
Caralho já nem lembro mais quem falta.
Jeremy spoke in claaaaaaaaaaaaass today: Já falei bastante dele nos posts anteriores, inútil do Guliel fez um personagem interessante, e o Gabriel explorou bem ele. Não vou me estender mt pq realmente já falei bastante do que acho do conceito do personagem e o potencial fodido que ele tem para servir à história, para o bem ou para o mal (dependendo de qual personalidade); e apesar de achar que ele funciona melhor desprendido, é inevitável ele estar perto do grupo para continuar na história, então espero muito ver a relação/confronto dele com o Tyler, já que os dois já tiverem boas interações e ambos tem estofo de líder, por motivos diferentes.
Caterine (sem h): O arco dela foi, quase totalmente, desenvolvido em questões internas. Não foi algo explicitamente dito (ou foi), mas senti que ela acabou se sentindo isolada no decorrer dos 9 capítulos, especialmente depois de ouvir que o irmão estava morto. Esse sentimento de estar sozinha em local desconhecido + canibais atacando o grupo + os avanços do guarda de um relacionamento pouco saudável (quem diria que teríamos uma temática feminista na fic do mestre-estuprador Surprised) + a possível morte do irmão foram, parte por parte, despedaçando ela também. Mesmo assim, como já disse antes, ela juntou os cacos e levantou (personagens femininas fortes é outro elemento comum de apreciação feminista, você criou duas (ou desenvolveu, foda-se), e com a parte final você deve ter até mesmo passado no teste de bechdel, parabéns! Very Happy). Ela é a que no momento final tem os caminhos mais definidos daqui para frente, acho interessante a presença de uma criança no grupo e quero ver a relação dele tanto com ela, quanto com os outros, além de ver como ela e a Alice "darão um jeito".
Adam: Porra, aleluia. Finalmente, o que mais posso falar: Acho que no geral você pegou muito bem o conceito do Adam, um cara que age com a razão e de certo modo pensa em si mesmo, mas o que não exclui o fato de se importar com os outros (e gostei de você ter posto isso como algo que nem ele sabe o porquê de se importar tanto); não tive nenhum motivo para reclamar ou falar algo para ser mudado. Eu admito que achei que ele ia fazer mais merda e ser mais babaca, mas acho bom que não tenha exagerado isso, até pra não dificultar uma integração no grupo que já se formou. Me surpreendi por ele só ter cagalhado com a Lysa, mas foi uma ideia interessante, e que conversa diretamente com o background que eu criei, desenvolver o arco dele em cima de sentimentos de culpa e impotência de ajudar. O cerne da história dele era ter causado a morte dos pais e não poder ter feito nada sobre isso (e isso ser a causa do seu comportamento errático, inclusive), e se foi cagada ou não eu não sei, mas transpôr o mesmo sentimento em diferentes situações foi bem pensado para cacete: ele falhou com a Lysa, falhou com a Alice e falhou com o moleque que tinha brigado. Graças à Deus no final ele conseguiu mandar o i got this e salvar a Caterine, mesmo que tenha se fodido completamente depois, tenho certeza que não morreria dessa maneira. Smile
Os Wi kuwat! Wi kuwat!: Já falei disso trocentas vezes e tô cansado, então vou ser breve, mas achei a ideia dos vilões foda pra cacete, e a "mitologia" que você criou ao redor deles foi bem maneira, só precisam de um linguista melhor. Razz Kuru oh, nate oh!

Expectativas: Enfim, não sei o que pensar/esperar desses caras à cavalo (não entendi se os cavalos dos contos que eram cavalos-dragões ou se os deles), eles não pareceram ter muita coerência matando uns e capturando outros, e pouco foi dito da aparência deles, então não tenho nenhuma ideia do que possa acontecer. Provavelmente Alice/Caterine vão ter que cooperar por um tempo, talvez até mesmo com a ajuda (ou o oposto) do povo da Arca (essas pessoas creio que serão um elemento importante na segunda parte); e mesmo com Peter/Adam apagados, Tyler e Jeremy ainda estavam conscientes, e o primeiro provavelmente com uma granada, então qualquer coisa pode ter acontecido (depois reclama do cliffhanger de TWD). Mas admito que tô curioso pra caralho com o próximo capítulo, que infelizmente deve demorar um pouco. De qualquer maneira, parabéns pela fic.

Considerações finais:

Eu quando pensei em revisar meu post:
Spoiler:

Sobre o significado da vida:
Spoiler:
Wi kuwat! Wi kuwat!



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54 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Ter Abr 04 2017, 00:21

Luckwearer


S02E01 - Breath Before the Storm

Spoiler:
Tic tac, tic tac, tic tac... boom.
Foi a única coisa que se passou pela mente de Tyler naqueles segundos que levou para que a granada que agarrou com a mão e jogou no meio da confusão acertasse o chão e explodisse. Quando explodiu, teve que tampar o rosto com os braços ao ver inúmeros braços, pernas, pessoas e cavalos voando pelo ar, junto de gritos e mais gritos. E não deu tempo para processar tudo que acontecia, iniciou uma corrida para fora dali procurando por conhecidos para ajudá-los, mas para onde olhava, havia apenas morte ou mutilação. Cada adolescente ou criança morto em seu caminho, acertava-lhe como um tiro. Richard, Tyson, Bob, Eliza, Lucas, Emily, Rachel. Lembrava-se de muitos deles. Mas a lista de nomes de quem estava morto parou ao deparar-se com Jeremy de joelhos no chão e com os braços abertos.
— Puta que... — murmurou Tyler para si mesmo, tendo uma escolha a fazer: continuava sua fuga ou parava para ajudar aquele homem. Tinha apenas alguns segundos para pensar e decidir, o que lhe fez perder a paciência no mesmo instante e avançar em direção ao idiota. — Foda-se. — Deu um tapa fortíssimo no rosto de Jeremy, acordando-o. — Acorda, seu fodido, precisamos sair daqui!
Jeremy que estava esperando algum golpe para finalmente acabar com seu sofrimento, ficou completamente atordoado com o tapa e ao voltar para tudo que estava acontecendo novamente. De repente, toda vontade de que alguém o poupasse de continuar vivendo sumiu e toda vontade, todo desespero, de sobreviver aquilo estapeou-lhe mais forte que Tyler. E bem atrás dele, ouvia Cross gritando para que se levantasse e parasse de ser um medroso. Por Jeremy, ficaria ali, por Cross, levantaria. Mas por Jeremy, mesmo não querendo levantar-se, iria de qualquer maneira, o medo da morte era o dobro de seu desejo.
Ergueu-se com ajuda de Tyler que o empurrou com grosseria para correr na frente, deu uma última olhada em volta e viu alguns metros de distância os corpos dos gêmeos, cobertos de sangue, o mais novo com as tripas para fora da barriga. Viu bem ao lado deles as adagas que havia dado, jurando que aquilo os protegeria sempre. Piscou algumas vezes com o rosto chocado, deu alguns passos para trás como se fosse cair no chão e virou-se lentamente para onde pretendia correr anteriormente,  sem conseguir mudar a expressão de choque em seu rosto que mesmo quando conseguiu voltar a correr, continuando com ela por um longo tempo. O tempo que levou até que percebesse que alguns homens a cavalo viram ele e Jeremy fugindo.
Sem uma arma para se proteger, correr era a única opção, mas eles os alcançariam rapidamente. Jeremy era tão bom sorrateiro quanto Tyler era como lutador, mas estava atordoado e confuso demais para sequer pensar no que fazer, como fazer, para onde ir e onde se esconder. Não foi mais do que alguns segundos para que os dois homens chegassem galopando, com algum tipo de arma que parecia uma espada, mas tinha formato de porrete, feito obviamente de metal, erguido para cima pronto para descer com todo impulso para desacordá-los num só golpe. Jeremy continuou correndo, mas Tyler virou-se para trás sabendo que era inútil fugir, olhou em volta e tentou achar algo, enquanto os terráqueos aproximavam-se muito depressa deles, mas não encontrava nada. Foi muito perto dele que o primeiro caiu no chão com um furo no peito e o som de uma arma sendo disparada alastrando-se por toda área, mal chegando à confusão que era muito mais alta no campo. O parceiro diminuiu os passos do cavalo, surpreso, ergueu os olhos para direção de onde escutou o som e recebeu uma bala entre os olhos, levando-o ao chão também, enquanto os cavalos, um com chifre e três olhos, outro com duas cabeças, fugiram amedrontados. Provavelmente as mutações vieram ao decorrer daquele século desde o fim do mundo.
Tyler olhou para seu salvador e viu Pietro, o guarda que tinha algo com Caterine e depois começou ser evitado por ela. O homem aproximou-se com a mão nas costelas, na área onde o destroço acertara, gemendo de dor.
— Todo mundo... bem? — perguntou Pietro, dando uma pausa de alguns segundos para achar qualquer sinal de Jeremy por ali.
— Valeu, mano — agradeceu Tyler num aceno qualquer, procurando o homem também. — Foda-se, depois encontramos ele. Agora, vamos cair fora daqui.
Os dois nem olharam para trás, primeiro afastaram-se o máximo que puderam da área de onde o som do tiro espalhou-se e depois prosseguiram com a caminhada para direção oposta do campo, topando com Jeremy facilmente poucos passos de onde estavam originalmente.


Caterine sorriu quando a água acertou seu cabelo seboso e fedorento, coberto de sujeira e sangue seco, lavando-o gradualmente até ficar completamente limpo. Soltou risadas e deu alguns pulinhos dentro do box do chuveiro, amando ter o prazer de tomar banho da forma certa novamente, de sentir a prazerosa sensação da água escorrendo por todo seu corpo. Lavou todo sangue de seu corpo, esfregando até arder, e aquilo a fazia melhor consigo mesmo, o prazer que encontrara naquela carnificina era algo que a assustava bastante.
Terminando seu banho, secou-se com uma toalha, enrolou-se nela e colocou outra no cabelo. Antes de sair do banheiro, viu a pulseira que sua mãe deu quando era criança na pia, ainda coberta de sangue seco. Pegou-a no mesmo instante, ligou a água e começou esfregá-la embaixo dela, mas a marca de sangue não saia de jeito nenhum, mesmo que ela esfregasse com toda força que tinha, até ceder e soltar um grito baixinho, arremessando a pulseira na parede. Caiu no chão, sentada, e escondeu o rosto nas pernas.
Escutou seu irmão batendo na porta, chamando-a, limpou os olhos cheios de lágrimas e falou que já sairia dali. Ficou de pé, pegou algumas roupas, vestiu-as e foi em direção à porta. Com a mão na maçaneta, olhou para pulseira num canto do banheiro e ficou encarando-a por um certo tempo, até desviar os olhos decidindo deixá-la ali e sair.
— Deixa eu te abraçar de novo, seu cabeçudo — mandou Caterine agarrando e abraçando-o com muita força.
— Tá doendo! — avisou Brandon, quase chorando.
—  Não reclama, idiota. Eu tava morrendo de saudades de você.
Caterine soltou umas risadas e deixou o menino escapar de seus braços. Seu irmão era muito bonito, tinhas os cabelos num tom mais escuro que o seu, assim como os olhos eram também eram, mas o sorriso era da mãe, o mesmo maravilhoso sorriso que via sua mãe dar todos dias enquanto viva. E aquilo era uma das partes mais recompensadoras de fazer o menino feliz na Arca, sempre iluminava seu humor mesmo nos piores momentos, sentia como se sua mãe estivesse ao lado deles, observando-os com o mesmo sorriso, como se pudesse abraçar os dois.
— Tudo bem? — perguntou Brandon, preocupado.
Acordando de seus pensamentos, ela reviveu o sorriso que fora morrendo aos poucos conforme refletia.
— Sabe o que eu não pude fazer nesse tempo na Terra e quero muito fazer de novo?
— O quê?
Caterine apenas respondeu com um sorriso muito sádico.


Adam acordou numa resfolegada tão forte que seus pulmões chegaram a doer. Seus olhos esbugalharam-se imediatamente, olhando para todas direções possíveis desesperadamente, enquanto tentava mover as pernas, mas não conseguia, sentindo inclusive a dor da ferida em uma delas. Estava embaixo de algo. Começou cutucar com suas mãos, sentindo algo macio e quando sua visão finalmente se ajustou, quando finalmente parou para analisar de fato onde estava, deparou-se com vários corpos em cima dele. Cadáveres. O cadáver ao seu lado era do homem que estava enforcando-o antes da explosão acontecer e algo acertá-lo na cabeça, algo que vira momentos antes de desacordar, mas o que pegou toda sua atenção fora o cadáver bem acima dele, de uma mulher gravida com a barriga cheia de furos e coberta de sangue. Soltou um grito de horror muito alto, entrando num desespero tão grande que começou se rebater dentro daquela pilha de cadáveres, tentando subir o mais rápido que podia, sentia que estava sem ar ali dentro, que não conseguia respirar, sua visão estava voltando a ficar confusa, sua cabeça que já estava dolorida quase triplicou, seu coração disparou como nunca antes e ao finalmente conseguir sair dali de dentro, tomou uma segunda resfolegada, sentindo a brisa do mundo exterior. Mas aquilo não fora suficiente, jogou do buraco que saíra, rolando pelos cadáveres e caindo no chão, uma pilha que não era tão grande assim. Começou mancar para fora dali, vendo mais cadáveres. Crianças, adolescentes, adultos, velhos e guerreiros. Viu todas pessoas que conviveu naquele mês inteiro desde que caíram na Terra, todos adolescentes que puxava brigas e todas crianças que adorava ameaçar, todas mortas de formas variáveis, porém das piores. Apressou a fuga, desesperado, escutado o som dos cavalos, espadas, gritos, carne se partindo e tudo mais que aconteceu naquele campo, como se estivesse acontecendo de novo, bem em seus ouvidos, bem ao seu lado. Caiu no chão, soltou alguns gemidos chorosos de medo, arrastou-se como se sua vida dependesse disso, ignorando a dor na perna e chegou onde a floresta voltava aparecer, fora do campo. Deitou-se de costas ali, deixando seu coração disparado e sua dificultosa respiração voltarem ao normal.
Acalmando-se finalmente, abriu os olhos e assustou-se ao ver um homem de pé ao seu lado, junto de uma criança, mas não pôde dizer nada ao receber um forte chute no rosto, que desacordou-lhe mais uma vez.


Alice não escutava as palavras de Alana, a mulher que servia de psicologa na Arca e agora repetia seu papel com a garota para certificar ao Conselho que não representava ameaça alguma para as pessoas dali. Desde que havia chegado naquele lugar e escapado do inferno que era viver na vila dos canibais, deparava-se olhando o nada, perdida nas poucas memórias boas que tinha, dando pouca atenção ao exterior, como se estivesse hipnotizada. E isso chamara atenção de Alana que a cutucou, acordando-a. Disfarçou e mentiu como fez desde a primeira pergunta e a primeira sessão, eles sabiam que tinha sido capturada pelos canibais, mas não tinham noção do que acontecera lá, de acordo com ela apenas fora trancada numa sala junto de alguns adolescentes que morreram todos antes dela, até que numa noite conseguiu escapar ao deixarem a porta aberta e não trancada. Nem mesmo Caterine soubera do que tinha acontecido lá, quando a perguntara.
E ninguém nunca saberia, queria enterrar aquilo junto das memórias de seu pai.
— Você está bem, Alice? — perguntou Alana. — Dessa vez, responda-me com sinceridade.
Alice virou-se para ela e a encarou, já tinha a resposta na ponta da língua, mas algo a fazia demorar, algo fazia com que hesitasse em responder.
— Eu estou bem, sim, doutora — respondeu, finalmente.
Encontrou o guarda que fora designado a segui-la pela Arca por precaução quando aquela sessão terminou. Mesmo os odiando, não poderia culpar o Conselho por temer que fosse uma ameaça, afinal para todos olhos naquele lugar, era uma assassina. Perdera um pedaço de si mesma ao matar seu pai, sabia muito bem disso, o vazio ironicamente era o que mais sentia diariamente, mas não se via como uma assassina, apenas alguém que quis proteger quem amava. Mas no momento que esfaqueou Edward até a morte e sentiu prazer ao ver aquelas crianças pegando fogo, ali começou questionar-se se não era uma assassina, e toda vez que olhava-se no espelho sentia um pouco de medo de si mesma. De quem se tornara.
Sentou-se sozinha no acampamento, fora da estação caída no campo, com as costas encostada no metal da nave. Aproveitava a brisa suave, cheirosa e um pouco quente dali de fora, de olhos fechados e tentando evitar qualquer pensamento ruim. Mas tudo que lhe vinha em mente era Peter e a possibilidade de estar vivo, inteiro se realmente não fossem canibais. Queria encontrá-lo e salvá-lo o mais urgente possível.
Abriu os olhos ao escutar inúmeras risadas de crianças, elas que brincavam por ali, um pouco distante dela, brigando com alguns gravetos na mão como se fossem espadas. Cada risada era um arrepio nela, cada risada trazia medo e terror nela. Ergueu-se apoiada na parede da nave ainda, respirando fundo, tentando se acalmar, mas as crianças continuavam rindo. Fechou os olhos e foi como se tivesse abrido outros, pois via as malditas crianças rindo, acertando-a com varadas, jogando bosta e pedras nela, e rindo, e rindo. E rindo. Colocou as mãos nos ouvidos para tampá-los, mas ainda as escutava, parecia que mais alto.
— Por favor, para, por favor — implorava em voz baixa, quase chorando, mas não paravam e só parecia aumentar. — Calem a boca, porra! Calem a boca! Calem a boca!
Todas pessoas ali olharam-na assustadas, as crianças mais ainda. Alice tirou as mãos dos ouvidos e abriu os olhos, ignorou os olhares e fugiu dali correndo, empurrando o guarda para longe. Só parou quando chegou a cantina, onde encontrou Caterine e seu irmão disputando quem comia mais pratos rapidamente, com vários deles cheios de comida em frente aos dois, que enfiavam as colheres cheias na boca e bebiam água desesperadamente para ajudar descer. Caterine parecia outra pessoa completamente feliz ao lado de seu irmão, era tão feliz, sorridente, brincalhona, animada e carismática que chegava impressionar um pouco Alice.
Ficou observando-os de longe, em pé no meio das mesas, triste. Queria ter um irmão também, alguém para ficar e fazê-la feliz, mas estava sozinha. Seu irmão era Peter e até mesmo seu amigo Thomas com quem fizera amizade também, mas ambos estavam sumidos e não fazia ideia onde.
— Alice, vem cá! — gritou Caterine, sorrindo, ao finalmente vê-la.
Alice acordou e olhou para garota acenando com o braço, viu o irmãozinho dela acenando também, não pensou duas vezes e foi correndo para mesa, onde sentiu-se alegre novamente pelas horas seguintes.


As chamas da fogueira que fizeram para aquecerem-se naquela noite fria estavam fracas e o forte vento que vinha pela entrada da caverna só o ajudava ficar mais fraco. Mas Tyler não ligava para aquilo, estava sentado num canto com as costas encostadas na parede e as pernas esticadas, os braços largados e os olhos baixos. Aceitara o cargo de líder por ninguém mais querer, pela necessidade, sabia que não seria fácil, principalmente por não se achar com perfil de um, mas não tinha noção do quão pesado seria o peso do fracasso. Não conseguia olhar para Jeremy no outro lado da fogueira sem desviar os olhos imediatamente e sentir-se envergonhado, tudo que dissera com tanta firmeza à ele fora destruído nos minutos seguintes. Jurou dar o seu melhor para proteger aqueles adolescentes e crianças, mas se seu melhor era deixá-los morrerem das piores formas possíveis, ele realmente devia ser um lixo de pessoa. A única coisa que estava de pé de toda sua conversa com Jeremy era sua esperança, a esperança de que todos que tinham sido levados estavam vivos por alguma razão e que os encontraria, era a única coisa que o fazia sentir algo além de culpa e vergonha de si mesmo.
— Algum de vocês viram a Caterine na confusão? — questionou Pietro, cutucando a lenha com um graveto.
— Vi ela no começo, mas depois, não — respondeu Tyler, com os olhos baixos ainda. Caterine ao lado de Jason e Peter fazia parte das pessoas que mais gostou e se conectou naquele mês de vida na Terra, e agora não sabia quem estava vivo e quem estava morto. Sentia um pouco de tristeza até mesmo de imaginar Adam morto.
Jeremy nem mesmo se deu o trabalho de responder. A vontade de morrer era muita ainda, mas a desperdiçara ao mover-se no campo. Jeremy queria morrer, Cross queria viver, um não aguentava mais aquela vida, o outro via uma possibilidade de crescer novamente em tudo. A necessidade de atenção, respeito e elogios que tinha chegava ser engraçado para Jeremy considerando que nem mesmo ele se respeitava. Não dissera uma palavra desde o que acontecera no campo e pretendia ficar assim por um longo tempo, nem mesmo sabia o que dizer, não queria conversar com ninguém ali, nem fazia ideia por que os seguia.
— Será que ela está viva?
— Cara, mesmo que ela esteja, pelo que eu vi ela claramente não quer que você esteja — retrucou Tyler, sem paciência. Estava um pouco irritado com tudo que tinha acontecido. — Então, larga dela e se preocupa com outra coisa.
Pietro nem se deu ao trabalho de responder, não estava com saco para aquilo naquele momento. Mas continuava pensando na garota, queria consertar as coisas com ela. Sentia algo por ela e acima de tudo queria tê-la de volta.
O resto da noite passaram em silêncio, até que chegado a manhã, saíram da caverna, voltando a caminhar, em busca da Arca como originalmente pretendiam. O problema era que estavam perdidos e Jeremy pouco ajudava, do jeito que estava.


Peter acordou num salão grande junto de outros vinte e seis adolescentes, todos tão confusos e feridos quanto ele. O lugar era um fim de mundo, as paredes estavam rachadas e com alguns pedaços quebrados, dando para ver o cimento, prestes a cair a qualquer momento, tinha alguns móveis velhos com panos tão velhos quanto e cheios de furos, as únicas saídas eram janelas e as portas. A porta dupla estava trancada, as janelas e a porta dupla do lado contrário todas tampadas com duas camadas de madeira bem presas com pregos. Quando tentaram arrancar aquilo, depararam-se pela primeira vez com os guardas do local, que vestiam-se de couro e panos, vestimentas normais de quem vivia na Idade Média, todos eles carregavam espadas e pareciam bem ameaçadores. Além de os impedirem de destruir as madeiras, foi a primeira vez que trouxeram comida também. E nos dias seguintes, alguns guardas traziam caixas com alimentos dentro, desde frutas, animais estranhos e coisas do tipo. Eram dois guardas trazendo a comida, ambos armados, enquanto mais os esperavam de olho em todos adolescentes, na entrada.
Vários adolescentes ao chegarem na Terra vomitaram e passaram mal ao comerem animais, nunca tinham comido carne antes, apenas alguma superficial que nem mesmo tinha o gosto. E ainda tinham o mesmo problema aparentemente, aqueles animais tinham vindo temperados de alguma cozinha.

Aproveitariam-se de uma daquelas entregas de comida para escaparem dali. Os vinte e sete adolescentes, contando com Peter, se espalhariam em grupos e pelo menos um dos grupos chegaria ao exterior, voltaria para floresta e encontraria a Arca, pediria ajuda e o restante seria salvo também. Era esse o plano.
Peter e o restante estavam sentados, guardavam armas improvisadas debaixo das pernas. Pegaram pedaços de madeira que transformaram-se em pequenas estacadas, canos, pedras e barras de ferro. Tudo que poderia ser usado para matar ou machucar, como Peter pretendia. Não queria matar ninguém ali. Não queria sujar suas mãos de sangue novamente.
— Estou com medo, Peter — disse Lily, tremendo ao seu lado.
Peter sorriu, agarrou as mãos dela e as apertou com carinho.
— Não se preocupe, vai dar tudo certo, okay?
— Eu também estou, Peter — disse Thomas numa voz chorosa, se agarrando em Peter.
— Vai se foder — respondeu Peter, empurrando o amigo rindo para longe.
— Eu também — disse Norman, um rapaz com cerca de quinze anos, de cabelo liso e bagunçado que lhe dava uma aparência um tanto quanto descuidada, com olhos muito juntos que não o agradavam e, aparentemente, outras pessoas também não.
— Eu também — ecoou Izzie.
— Porra, gente, desse jeito vamos morrer — reclamou Peter.
— Vamos morrer? — exclamou surpreso um outro adolescente.
— Provavelmente — admitiu Peter, com sinceridade.
Thomas lançou um olhar de desaprovação para Peter.
— Obviamente eu estava brincando, cara — falou animando o rapaz. — Eu daria 70% de chances de morrermos, mas 30% de chances de sobrevivermos! — falou desanimando o rapaz.
Thomas colocou a mão na testa e suspirou.
— 60%? — Virou-se para Lily esperando que daquela vez funcionasse, mas ela deixou claro que não balançando a cabeça negativamente. — Ah, eu tenho cara de Caterine e Tyler? Não sei fazer discurso, não sou líder.
Por mais que tivesse dito aquilo, era exatamente o trabalho que Peter fizera desde que acordaram. Acalmou os jovens, fez piadas para que se alegrassem, tentou animar o clima, ajudou quem estava com muito medo, deu sua própria comida e bebida para quem estava ferido ou fraco demais. Peter estava cuidado muito bem daqueles sobreviventes há dias.

Foram horas até que as portas se abrissem e os guardas entrassem. Eram dois como de costume carregando as caixas, enquanto três ficavam a espera na entrada. A grande maioria dos adolescentes estavam sentados, conversando entre si, para disfarçar, mas havia alguns em pé também, estes para que pudessem alcançar as portas antes de serem trancadas. O ataque quase não começou, pois Peter estava muito nervoso também, mas tinha que fazer aquilo, precisavam arrumar alguma maneira de escaparem dali e a única oportunidade seria aquela, então reuniu toda coragem que tinha e começou.
— Agora! — gritou Peter, com uma barra de ferro, acertando um golpe na perna do soldado mais próximo.
Os adolescentes em pé serviram ao seu propósito, alcançando as portas e os guardas nelas, começando brigar com eles, sendo derrotados poucos instantes depois. Porém, não importava. Quando aqueles em pé caíram no chão, todos sentados já tinham matado ou desmaiado os dois guardas. Pularam neles e os espancaram, matando um e desacordando os outros dois. Então, dividiram-se em grupos e espalharam-se pelos corredores. A aparência não era tão diferente do salão, tudo ali parecia as casas abandonadas e assombradas dos livros de terror, mesmo com toda iluminação por velas em cima de pequenas plataformas de madeira fincadas na parede e a própria luz do sol.
O grupo de Peter basicamente era ele, Lily, Thomas, Norman e Izzie. Não demorou para que todo o lugar fosse alertado do que fizeram e vários guardas se espalhassem pelo andar, buscando-os. Andar pois Peter descobriu ao topar com uma escada que devia estar em algum local alto, mas que não conseguiu descer por ali ao deparar-se com vários guardas subindo. O primeiro pego foi Norman que tropeçou, o segundo foi Izzie que separou-se deles.
Viam algumas pessoas que fugiam ao os verem chegando, mas algumas não moviam-se. Eram pessoas com roupas surradas e um pouco sujos, com cabelos bagunçados e rostos tristes, todos eles carregavam algemas, tanto nos pulsos quanto nos tornozelos, tinham correntes largas que facilitavam o movimento, mas ainda assim era limitado. Peter viu quatro deles, dois homens, uma mulher e uma criança. Sua corrida chegou diminuir ao ver a criança olhando-o como se estivesse implorando para que a ajudasse escapar. A garotinha tinha os beiços feridos e um olho um pouco inchado, e tinha os olhos mais tristes que Peter vira na vida. Eram escravos, sabia.
— Vamos, Peter — chamou Lily, puxando-lhe pelo braço para que continuassem a correr.
E continuaram até que Thomas não aguentou mais e travou. Desde o começo do ataque, ele não tinha atacado ninguém, por medo, coisa que deu oportunidade do guarda contra-atacar Peter que desviou da espada por pouco. Estava mais correndo pelos amigos do que por si mesmo, pois se fosse por ele pararia nos primeiros passos, de tanto medo. Conforme foram cercados e mais guardas pareciam, mais medo tinha de prosseguir e menos esperança de conseguir escapar, até que finalmente travasse.
— Que porra, Thomas? — exclamou Peter ao perceber o amigo parando de repente.
— Eu não consigo — falou Thomas, triste e culpado.
— Você consegue. Qual é, cara, eles vão nos alcançar!
Thomas apenas olhou pra baixo e aquilo foi a resposta definitiva para Peter.
— Precisamos continuar, Peter! — pediu Lily, puxando-lhe pelo braço.
Mas já era tarde demais, naquele tempo perdido, tinham alcançado o trio e tudo que puderam fazer foi erguer os braços, demonstrando estarem rendidos.

O trio foi jogado de joelhos em outro salão, menor do que o outro, mas muito mais bonito e enfeitado. Bem no fundo tinham grandes janelas, uma em cada lado do que devia ser uma porta dupla sem as portas, que dava uma visão bem clara para floresta lá muito embaixo e o que parecia um tipo de cidade que não puderam enxergar direito. Alguns passos em frente à eles, havia uma mesa com algumas cadeiras e pessoas nelas. Todos bem vestidos, se estivessem na Idade Média, seriam nobres, chutou Peter.
Virou os olhos para Thomas que estava de cabeça baixa, muito triste e decepcionado com si mesmo, mas por mais que estivesse chateado com o amigo, não podia culpá-lo. Thomas nunca brigara na vida, mesmo nos piores momentos na Terra, ele estava fora da carnificina. Suspirou, já era tarde demais, chorar pelo leite derramado não serviria de nada, só rezava para que algum grupo tivesse escapado.
Observou o grupo na mesa, notando que a principal entre eles era uma mulher bonita com algumas cicatrizes no rosto, todos pareciam se dirigir à ela e respeitá-la. Outra pessoa que chamou-lhe atenção foi uma garota ao lado da mulher, silenciosa e observando-os também. Trocaram um olhar de alguns segundos, mas ela parecia enxergar através de sua alma, algo que o fez desviar os olhos. E quanto mais conversavam e lançavam olhares para eles, alguns ali que pareciam bem irritados, mais aquilo o enfurecia. Aprisionaram uma parte de seus amigos, mataram uma parte muito maior. Seus principais amigos, não tinham nem noção se estavam vivos, e rezava para que estivesse. Sua melhor amiga fora morta por um povo que acreditava fazer parte daquele, mesmo que aquele fosse diferente dos canibais. E agora falavam, provavelmente, sobre eles numa calma e serenidade, como se fossem objetos.
— Isso, continuem conversando, seus filhos da puta. Vocês são um monte de esterco, que espero um dia poder matar todos. Vão se foder, seus arrombados.
Alguns deles olharam para ele.
— Sua mãe devia ser um tolete de bosta pra sair um cara feio que nem você — disse Peter encarando um dos homens na mesa que fechou o rosto ao escutar aquilo. — Vai tomar no cu.
— Peter — chamou Lily.
— Vocês todos são uns merdas, seus filhos da puta! — gritou Peter.
— Peter — chamou Lily novamente, percebendo algo.
— Vão se foder! E você também sua piranha do caralho, eu espero que você seja fodida por todos seus guardas, sua vagabunda do caralho!
— Você sabe que podemos te entender, não é? — questionou a mulher que notara, com um sorriso maroto.
Peter ficou sem reação, Thomas ficou surpreso e Lily engoliu em seco.
— É... — falou Peter, tentando pensar em algo para dizer. — Desculpa, gente.


— Você tá bem? — perguntou Caterine para Alice.
Ambas estavam sentadas num canto da parede, em frente ao sala de reunião do Conselho, esperando que as chamasse.
— Sim — respondeu Alice, hesitando por alguns segundos novamente. — E você?
Caterine parou para pensar, mas no final disse que estava bem também e ficaram em silêncio até que os chamassem para dentro. Contou sobre tudo que aconteceu no campo e sua teoria, esperando que enviassem um grupo de soldados em busca dos amigos no mesmo momento, mas infelizmente não foi como esperado.
— Por mais que eu goste da ideia de seus amigos estarem vivos, eu não posso mandar nenhum de nossos guardas para fora desse acampamento — disse Chanceler Bryan.
— Então nos deixe ir! — pediu Alice. — Nos dê armas e nos deixe ir atrás deles!
O velho e gordo Leon riu do pedido.
— Nós? Dar armas à vocês? — zombou.
Alice dirigiu um olhar furioso à ele.
— Sua amiga não parece muito afim de sair desse acampamento — observou ele, apontando para Caterine que estava quieta.
— Ela está! — afirmou Alice. Virou-se para Caterine quando a mesma não a apoiou. — Você está, não é?
— No mês que vocês passaram fora, recebemos muitos ataques pela floresta. Semana retrasada, enviamos um grupo com vários guardas e no dia seguinte que saíram, suas cabeças estavam nos portões. Não podemos deixar nem nossos homens, nem vocês saírem, exatamente para que sobrevivam. Foi por isso que atiramos os fogos de artifício, pelo perigo de sair desse acampamento — explicou Lauren, a preocupação em sua voz era notável. — Você acabou de ter seu irmão de volta, Caterine, não desperdice isso. Nem você Alice, vocês duas estão livres das grades agora, estão livres de qualquer perigo também. Não corram de volta para ele.
Alice vendo que não conseguiria tirar mais nada dali, saiu do salão chutando as portas, enquanto Caterine apenas acenou com a cabeça lentamente e saiu dali de forma mais sútil.
— Alice, calma! — chamou a garota ao chegar no corredor que ela já saia, bem distante.
— Vai se foder, sua piranha traidora! — gritou a garota, enfurecida, dando o dedo do meio, antes de sumir dali.
Toda determinação que tinha de ir atrás dos seus amigos tinha ido ralo a baixo ao ter a chance de viver novamente com seu irmão, de brincar e rir com ele, de sentir-se feliz e completa de novo. Mas o sentimento era agridoce. Cada dia que passava com ele, a fazia sentir mais vergonha e culpa de simplesmente estar ignorando seus amigos. E pensando naquilo, notou que as vezes ria tanto que a vontade de chorar vinha junto e soltava alguns soluços em meio das risadas, que disfarçava para o irmão não notar. Era como se tivesse contornado a tristeza com felicidade e ela conseguisse sair as vezes.


Estava de volta ao campo, no meio da carnificina. Adam viu todas crianças e adolescentes serem mutilados, mortos em sua frente, todo sangue acertando-no, e mesmo aqueles que morreram bem distantes, parecia que o sangue que saia deles, as tripas, voavam nele também. Queria gritar, mas não conseguia. Queria pedir ajudar, mas não tinha ninguém. Estava sozinho, e aquilo o estava sufocando. Então, encontrou-se cercado por todos lados pelos homens em cavalo que aproximaram-se e ficaram as espadas neles.
Acordou berrando, assustando as crianças que correram para fora do quarto com os gravetos nas mãos, que cutucavam no rapaz dormindo. Respirava desesperadamente com a mão no peito, com uma grande vontade de chorar. Virou-se para ver onde estava e encontrou-se num quarto modesto, feito de madeira, cipos e outras coisas que formavam aquilo. Estava deitado numa cama, um móvel velho, mesmo que confortável, como todos outros no quarto. Tinha um tapete vermelho que era apenas um pano largo e cheio de furos no chão.
Tentou levantar-se da cama, mas foi impedido por uma mulher de vestido surrado que o empurrou de volta para ela, que tinha chegado rindo ao ver as crianças correndo, desesperadas. Trazia um balde de água com um pano dentro e na mão um pote com um tipo de pasta esverdeada. Possuía cabelos castanhos e não era muito alta, mas era tão imponente quanto homens robustos — que em sua maioria, desejavam-na. Sua expressão calma e séria, assim como seus movimentos, lhe davam um ar de sabedoria.
— Tira a mão de mim, porra! — empurrou-a para longe quando ela tentou mexer em sua perna.
— Calma, não se levanta, sua perna vai piorar — pediu ela.
Toda raiva e suspeita de Adam foram trocados por surpresa e curiosidade.
— Você fala minha língua? — questionou ele.
— Muitos de nós falamos a língua de vocês, Skaikru — respondeu ela num tom sério. — Posso olhar sua perna agora?
— Não.
A mulher suspirou e sentou no chão, ao lado da cama.
— Você é uma canibal?
Ela não entendeu a palavra.
— Pessoa que come as outras. Vários do seu povo nos atacaram.
Ela riu e olhou para trás, coisa que Adam fez também, vendo as crianças todas com a cabeça para fora duma parede que devia ser o corredor, observando-o com medo.
— Não, Skaikru, não somos. Eles são pessoas ruins que moram há uma certa distância de nós. Treikru. Nós somos Triku. E meu nome é Teya, caso queira saber.
Adam não entendeu nada do que ela tinha explicado, mas sua cabeça estava dolorida e cheia demais para se atentar aquilo agora.
— Onde eu estou?
— Você está na minha casa, aos meus cuidados, na minha vila. Sou a curandeira, então vou te perguntar uma última vez, posso olhar sua perna?
Adam ficou emburrado por alguns segundos, mas cedeu, deixando-a mexer em sua perna. Estava confuso, perdido e desconfiado, não sabia o que fazer e o que não fazer ali. Parecia estar num daqueles momentos que bebia até quase ter alucinações. Só restou observá-la desamarrando o pano onde sua perna estava machucada, limpando o ferimento com outro pano, umedecido pela água do balde, de forma bem cuidadosa, então passando a pasta que ardeu um pouco tirando um gemido de dor dele, mas logo passou e ela enrolou outro pano ali.
— Você vai melhorar mais rápido se não tentar levantar e sair correndo daqui — explicou ela, sorrindo.
Teya, seus cuidados e seu sorriso o lembrava Lauren, a principal médica da Arca, organizadora da estação médica e membro do Conselho. A mulher que era quase uma segunda mãe para ele de tanto que cuidou dele na ausência da mãe e após a morte do pai, mas nunca a dissera aquilo, não dizia nada que sentia para ninguém.
— Tudo bem?
Adam ignorou a pergunta da mulher e olhou em volta, analisando o quarto e pensando em tudo que vivera na Terra desde que tinham caído ali, o quanto diferenciava-se dos contos e imagens.
— Muita coisa mudou aqui em cem anos... — murmurou para si mesmo.
Teya que conseguiu escutar, ergueu uma sobrancelha.
— Cem anos?
— Sim, mulher, cem anos desde que a Terra foi destruida e milhões de pessoas morreram.
— Você está falando de Praimfaya? — questionou ela. Era assim que o povo dela chamava.
— Praimfaya?
— A guerra que acabou com o Antigo Mundo.
— Sim, disso que to falando.
Teya cuspiu no chão e riu.
— Qual a graça? — questionou Adam, preferindo ignorar a mulher cuspindo.
— A graça é que Praimfaya aconteceu há mais de trezentos anos, menino. Não cem.


O trio devia estar caminhando a dois dias. Tyler tinha certeza que metade das horas passaram andando em círculos e continuou com essa preocupação por muito tempo, até que encontraram algo que os fez saber que finalmente tinham chegado à algum lugar. Viram uma das estações da Arca, finalmente haviam a encontrado. Olhavam-na sorrindo de um monte que descia como uma rampa até chegar onde havia pousado, uma clareira completamente destruída pela aterrissagem. Mas quando notaram que estava sendo atacada, ao escutarem tiros vindo dela, o sorriso morreu e a preocupação renasceu.
— Merda. — Foi tudo que Tyler pôde dizer, antes de trocar um olhar com Pietro que também estava decidido descer para ver o que acontecia lá e talvez ajudar.
Começaram correr, o guarda com certa dificuldade pelo ferimento que carregava, mas pararam ao verem que Jeremy não se moveu.
— Vamos logo! — chamou Tyler, que esperou alguns segundos, mas ao ver que o homem não iria, apenas balançou a cabeça de desagrado e voltou a correr.
Jeremy que não tinha dado um pingo de atenção para dupla, não tirava os olhos da estação. Sabia qual era, sabia que era a Estação Rural, onde vivera sua vida inteira, onde seu pai era um dos principais lideres e onde seu irmão mais velho devia continuar vivendo. Depois de tantos anos, aquela era a primeira vez que sua vida na Terra se impactava com sua vida na Arca e de repente tudo que não sentia há séculos voltou como um baque que o acertou com crueldade e violência. Mais do que nunca, a memória dos cem, que já vinha forte e dolorosa desde o campo, pesou como se a estação inteira estivesse sobre seus ombros. Cross falava em seu ouvido para ir ajudar, mas ele não queria. Não queria ter a chance de rever sua família, o pai que nunca sentira orgulho dele, nunca o elogiara como elogiava seu irmão, bonito e carismático, um dos principais membros da guarda, no qual o pai respeitava tanto e se orgulhava tanto. O irmão que naqueles anos devia ter crescido bastante, enquanto Jeremy tinha se torna o que era.
Depois de muito tempo, sentiu vergonha de sua aparência e o que se tornara.

Tyler e Pietro chegaram a clareira, vendo uma mulher fugindo pelo rombo que tinha na traseira da nave, gritando por socorro, mas sendo alcançada antes por um terráqueo que atravessou a espada nela do que eles. O guarda parou para pegar firmeza na mira e acertou em cheio o peito do terráqueo que caiu morto no chão. Tyler nem mesmo diminuiu os passos, continuou correndo o mais rápido que pôde e logo alcançou o interior do local, subindo pelas escadas dali, lugar que mais parecia a ala de mecânica com motores e tudo mais. Ao chegarem nos corredores, viu um outro terráqueo andando por ali, a procura de mais pessoas, encontrando Tyler quando o mesmo chegou acertando um soco no rosto do homem que o fez cair no chão atordoado, recebeu um chute na boca e mais chutes no rosto até que o rapaz parou, voltando a prosseguir ali dentro. Pietro atirou em mais, depois em outro e por fim num terceiro, um deles do qual Tyler agarrou uma espada e matou um distraído que perseguia uma garota.
Quando chegaram numa área mais aberta como se fosse uma quadra, com quatro andares andares com pouca diferença de altura, separados por escadas com menos de sete degraus, que terminava numa saída de porta dupla para mais corredores. Ali a confusão era grande, várias trocas de tiro, lutas e mortes. Tyler e Pietro chegaram ajudando quem estava por perto, indo de um e um, pegando os terráqueos de surpresa, e tudo só ficara mais fácil quando Tyler e o próprio Pietro conseguiram armas mais potentes e poderosas de cadáveres.
O único risco que um deles correu foi quando um dos terráqueos aproveitou-se da distração de Tyler, usando o mesmo método dele, jogando-se por cima e tentando matá-lo com uma adaga que o rapaz teve que segurar com as duas mãos para impedi-lo de aproximá-la demais e atravessar seu peito. Foi salvo quando outra adaga atravessou a cabeça do inimigo que caiu morto ao seu lado quando Jeremy arrancou-a de dentro e limpou em sua roupa, olhando em volta e ignorando Tyler no chão, que não esperou que o homem estendesse a mão por conhecê-lo suficiente para saber que era mais fácil ter um dia de paz na Terra.
Para qualquer lugar que olhasse, Jeremy reconhecia algo e o sentimento nostálgico só aumentava, assim como a dor e a culpa. Queria não ter ido até ali, mas Cross quase lhe obrigou, coisa que no fundo sabia que não precisava, a vontade de voltar para aquele lugar era gigante demais, por mais que tivesse medo.
— Quem são vocês? — questionou Sebastian Ward que chegou junto de alguns guardas.
Tyler olhou para o homem com uma certa raiva, mas engoliu-a e respondeu com sinceridade:
— Minha estação caiu na Terra assim como a de vocês. Eu era um prisioneiro.
Foi então que Sebastian lembrou-se do rapaz, lembrando-se de seu crime e imediatamente de seu filho, que estava preso também.
— Você conhece algum Todd Ward? É meu filho — perguntou ele, preocupado e esperançoso.
— Morto... por terráqueos. — Tyler demorou para responder, pensando no que dizer, resolvendo mentir para evitar qualquer problema a Peter se voltassem a vê-lo.
O homem teve toda esperança destruída e seu rosto tornou-se tão desolado que até mesmo Tyler sentiu um pouco de pena, mas durou pouco, pois ele teve que disfarçar e a surpresa ao parar para observar Jeremy poucos passos de Tyler, identificando-o como o sobrinho que tinha morrido junto com os cem, mudou-a um pouco também.
— Jeremy? — questionou o homem surpreso, aproximando-se.
Jeremy não fez nada se não aceitar o abraço do homem e não corresponder, em choque. Fazia muito tempo que não tinha contato humano, muito menos um abraço. Não soube como reagir, apenas ficou parado, esperando que aquilo terminasse. Quando o homem se separou dele, não teve coragem de olhá-lo nos olhos, com vergonha de como poderia estar julgando-o agora.
— Meu pai? — Teve coragem de perguntar.
Olhou para Sebastian rapidamente e o viu balançar a cabeça negativamente, e aquilo foi suficiente para saber que o homem tinha morrido. Tyler que ficou surpreso dos dois serem conhecidos, olhou com pena para Jeremy, sabia o que era perder um dos pais. Ele pelo menos pudera aproveitar os últimos dias com sua mãe, ele não devia ver o pai há anos.
Jeremy apenas balançou a cabeça de acordo e saiu dali. Descansou a cabeça numa parede de um corredor qualquer e respirou fundo, controlando suas emoções. Emoções que não precisava conviver há muito tempo e que agora pareciam impossíveis de se lidar, como se as tivesse tido pela primeira vez na vida ali.


Caterine não conseguia dormir há muito tempo, então apenas andava pelos corredores da Arca, de noite. Estava perdida em seus pensamentos, quando começou escutar vozes, estas que a fizeram ficar em alerta no mesmo momento, olhando para todos lados, preocupada. Era seu trauma. Não conseguia ficar mais de guarda baixa em nenhum lugar, nem mesmo com seu irmão no meio da cantina, sempre esperava algum ataque ou alguém aparecendo pelas suas costas, tentando acertar uma maça em sua cabeça.
Apenas ignorou e continuou andando, surpreendendo-se ao encontrar Alice com o rosto enfiado nas pernas, ao lado da porta de seu quarto.
— Tudo bem, Alice? — perguntou Caterine, preocupada, agachando-se ao lado da garota.
Alice ergueu o rosto e mostrou os olhos lacrimejados.
— Eu posso confiar em você? Eu meio que preciso de você agora... — perguntou ela, rindo tristemente, mas não deixou Caterine responder, continuando: — Eu não estou bem, Caterine. Eu não estou bem. — E começou chorar, jogando-se no peito de Caterine que primeiramente não soube reagir aquilo, mas logo a abraçou com carinho. — Eu não estou bem. Eu não estou bem.
Por muitos dias, Alice tinha mentido para todos que perguntavam se ela estava bem, ao ponto de mentir para si mesma. Mas ela nunca esteve pior. E tudo que queria era alguém para ajudá-la, mas não tinha ninguém, ninguém em quem se apoiar, se não si mesma.
Caterine a levou para dentro do quarto, agradecendo seu irmão ter um sono pesado, fechou a porta do banheiro e ficou em frente a Alice que não tirava os olhos do chão. A garota queria tomar banho, mas precisava da ajuda de Caterine por algum motivo. Seu último banho fora no dia que chegara na Arca, um que durou apenas alguns minutos.
Começou ajudá-la tirar as roupas e a cada peça tirada, a garota começava chorar com mais intensidade, até ficar apenas com as roupas intimas. Caterine ficou chocada ao ver tantas cicatrizes nas costas da garota, tantas marcas roxas por todo corpo dela. Tinha um espelho bem em frente as duas garotas e por isso Alice estava de olhos fechados.
— Eu não consigo me ver assim, eu não consigo — explicou muito triste, chorando.
Alice sentia nojo e vergonha de seu corpo, toda vez que o olhava lembrava-se de todos o olhando, seus defeitos e qualidades, arremessando coisas nele, rindo dela, zombando dela, batendo nela. Olhá-lo, trazia toda essa sensação novamente.
Caterine que sabia apenas a versão mentirosa da história, ficara chocada ao ver aquilo e tão triste quanto, sentindo muita pena de Alice.
— Eu não consigo olhar pra ele e dói.. dói quando eu lavo...
A ruiva apenas ajudou Alice caminhar para dentro do chuveiro, tirou suas roupas intimas e começou lavá-la, com muito cuidado e carinho, pouco importando-se da intimidade gigante que precisavam ter ali. Alice continuava chorando com as mãos tampando os olhos, com vergonha do corpo e com vergonha do que estava pedindo para Caterine fazer. Quando não aguentou mais, sentou no chão do box e continuou a chorar, enquanto Caterine abaixou-se e colocou a mão em seu ombro.
— Eu quero minha mãe, eu quero minha mãe. — Repetia, chorando mais alto ainda, agarrando-se em Caterine que a abraçou com muita força, colocando sua cabeça no peito e fazendo carinho no cabelo.
— Eu também, Alice, eu também...

Na manhã seguinte, acordaram deitadas no chão, cada uma com um travesseiro e um cobertor sobre elas. Alice não queria ficar sozinha. O cobertor viera de Brandon que acordara no meio da noite para ir no banheiro. Quando acordaram, os três foram tomar café da manhã, depois Brandon voltou para o quarto e as duas foram fazer algo importante para Alice que estava vestida com algumas roupas de Caterine.
— Você vai conseguir, Alice — incentivou Caterine, ao lado da garota.
Estavam em frente ao quarto onde Alice e seus pais viveram.
— Vou? — perguntou Alice, mais para si do que para Caterine, soltando uma risada morta.
Caterine agarrou uma das mãos de Alice e apertou-a com força, mostrando que a apoiaria e entraria no quarto com ela. Alice apenas deu sorriso pequeno pra ela, respirou fundo e abriu a porta, entrando junto com a amiga ali. E foi como um sopro de nostalgia em seu rosto, uma nostalgia triste com momentos felizes, mas apesar de tudo, o medo de que entrasse ali a destruiria acabou não acontecendo. Ficaram ali alguns minutos, de mãos dadas, até que Alice fosse em direção a cama e se sentasse nela, com Caterine ao seu lado, ficando ambas em silêncio por muito tempo.
Então, pela primeira vez em sua vida, Alice começou desabafar sobre o que sofrera durante toda ela. Sobre seu pai, sobre sua mãe e sobre o que fez sobre o que aconteceu na vila dos canibais. E Caterine ouviu com toda atenção do mundo, apertando a mão da garota com mais força quando ela terminou.
Não disseram mais nada depois daquilo, não tinha nada a dizer. O pequeno sorriso formado no rosto de Alice era suficiente, era como se tivesse tirado um grande peso de suas costas.


Dias depois, uma grande quantidade de pessoas chegou à Estação Alfa onde Caterine e Alice estavam. Ficaram no meio das pessoas que saíram para ver, no acampamento. E entre tantas pessoas das chegavam, viram Tyler e Pietro.

Então, gente, a fic voltou.

Essa temporada vai ser maior que a primeira, vai ter 13 capítulos. Obviamente, vai ter mais conteúdo como a apresentação da cultura grounder (eu vou mudar/adicionar muito, aliás), que nesse caso vou tentar introduzir e apresentar tudo no decorrer dos capítulos, mas o que não der, eu digo em off mesmo e foda-se. E tem outra, temporada passada foi mais apresentação do que desenvolvimento dos personagens, eu mais preparei terreno nela do que mexi de fato com eles, nessa porém é onde eu começo desenvolver e mexer de fato com eles, alguns vão chegar no final da temporada bem diferentes, então espero que gostem, né KKKKKK.

De resto, como sempre não reli por pura preguiça, devem ter erros e é isso aí. Boa leitura, gente. E continuem com os comentários grandes e gostosos da temporada anterior, seja para elogios ou criticas.

E foi mal pela bíblia, tenho que dar um jeito nesse tamanho.





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55 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Ter Abr 04 2017, 11:16

Josh

A temporada começou muito bem com esse episódio de três horas de duração.

O melhor de tudo é que a maior parte do capítulo foi focado no estado psicológico dos personagens, com um destaque especial para a Alice. Também abriu espaço para uma mudança de desenvolvimento dos personagens, como foi no caso do Jeremy, que provavelmente será o que sofrerá mais alterações no seu modo de agir com as pessoas. Peter não fica muito atrás, demonstrando que pode, apesar dos seus descuidos, ser responsável o suficiente para liderar um grupo e motivá-los a continuar em frente.

Bom ver a Caterine feliz com seu irmão e apoiando a Alice no final. Ela provavelmente é a que se deu menos mal dos principais, apesar de eu duvidar que essa alegria toda dure muito tempo se tratando do Gabriel como escritor. E a Alice, a que passou pelas piores coisas. As duas juntas criam um contraste interessante, que vai ficando menor à medida que Alice recebe o apoio de Caterine e esta última começa a entender o que a amiga passou. Provavelmente a amizade entre as duas vai ser a mais forte da história.

Estou curioso para saber como os personagens vão reagir nesses novos ambientes. Adam no Triku, Peter sabe-se lá onde e Tyler reencontrando Caterine e Alice, além do Jeremy em um ambiente familiar, trazendo de volta seu lado mais humano e emocional. Não tenho ideia de como vai ser a política/cultura de cada local, mas a interação da alta tecnologia da arca com costumes mais medievais/tribais de outro lugar pode trazer algo muito interessante.

Saquei o título do capítulo. Esse primeiro momento deve ser calmo, com todo mundo aliviando-se do que passou para depois acontecer algo bem pior. Ficarei aguardando qual será esse acontecimento. Pela quantidade de personagens e povos que surgiu agora, imagino uma grande batalha ou guerra no futuro.




 
Spoiler:

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56 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Sex Abr 07 2017, 22:42

Mary

Excelente capítulo para um início de temporada. Poderia ter sido melhor se a demora não tivesse sido tão grande, mas já que o primeiro capítulo foi uma bíblia, não entrarei em detalhes. Wink

Algo que eu acho essencial numa nova temporada, que segue uma que havia sido movimentada, é o primeiro capítulo já não ser socado de plots, não tendo tempo pra processar o que havia acontecido. Esse foi esclarecedor sobre todos os estragos causados, as perdas e o estado mental dos personagens, descrições importantes depois de tantos acontecimentos.
Na medida do possível e do que sua escrita permite ser, achei o capítulo calmo, logo, certeza que vem coisa por aí. Apesar de todos os personagens terem tido momentos relativos de alívio e uma pequena calmaria, não se esqueceram dos amigos que partiram dessa pra melhor, pro meio do mato ou que foram levados. Esses lapsos de preocupação mostram o tipo de lugar em que vivem agora, uma constante luta até para as coisas mais simples. É algo bastante presente na série e achei ótimo ser apresentado com mais sutileza aqui, já que os rumos são totalmente diferentes e não estão na terra há muito tempo.

Adam (bem feito vai empurrar gente na boca de monstro troxa kkkk) me parece que será a fonte transmissora da cultura dos Triku para o mundo. Curiosa pra ver o que será explorado e como ele irá reagir ao novo ambiente hostil, sendo tão cabeça dura e fechado mesmo entre amigos. A cena da pilha de cadáveres e o seu desespero mostram que a carnifica irá afetar a todos ou senão a maioria, seja a curto ou longo prazo, dos mais fracos aos mais fortes. Será que vira uma Octavia?
Alice foi de longe a personagem que mais sofreu. Foi despedaçada de várias maneiras antes e depois de tudo e isso é uma das coisas que mais gosto de ver em relação ao desenvolvimento de um personagem, seu amadurecimento cruel e forçado especialmente pelas coisas ruins. Se mostrou especialmente forte conseguindo manter-se de pé mesmo dead inside, vai ser interessante acompanhar o que será preciso fazer - sendo certo ou não - pra juntar os cacos do que restou. Sua vulnerabilidade foi parcialmente exposta e mesmo assim, imensa. Imaginei a personagem guardando tudo para si, o que a manteria numa balança de equilíbrio mental, mas seu desabafo pode dar início a uma amizade que tendo tal começo, julgo que será forte.
Caterine feliz com o irmão me preocupou mais do que deveria. Se começa a temporada assim provavelmente vai terminar em outra piscina de sangue e bosta ou morta. Ou pior, mas não quero dar ideia. Enfim, aproveitando pra falar também sobre o reencontro da Cat com seu irmão que foi emocionante e inusitado, e com certeza um enorme fôlego extremamente necessário, já que sua maior motivação estava sendo sobreviver para chegar até o irmão. Vai ser um conflito interno intenso ter de pensar ou na segurança da pessoa com quem mais se importa ou em salvar as pessoas que protegeu e que a protegeram. Espero que a Cat ache um jeito de contornar o dilema, mas estou certa de que ela fará o possível para garantir a segurança e salvação de ambos os lados.
Tyler mostrando-se mais uma vez paizão e dando uma ownada gostosa no Pietro, obrigada. Também acho que é outro que não exitará em fazer o que for preciso para proteger os seus, e visto a situação em que Peter e o restante se encontram, acho que não vai ser algo fácil.
Peter tendo que se colocar em uma posição que não pensei que o veria, e que mesmo de maneira meio errada, acabou dando certo no intuito que era motivar os outros. O peso da liderança não foi fácil pra quem o carregou, e sabendo que o Peter é um cara impulsivo, decisões importantes caindo na mão dele podem resultar em algo grande. Espero que tenha mais destaque nessa temporada, já que aparentemente será o cerne das motivações dos outros personagens.
Jeremy/Cross/Wilson é um cara bastante interessante. Capaz de manipular as pessoas pra conseguir o que deseja, quando na verdade é algo que não faz muito sentindo já que ele está perdido na sua própria sanidade. O contraste do mais profundo imaginário de Jeremy, no caso, Cross, com aquilo que deixa transparecer, mostra alguém que pode ser perigosamente maleável, inteligente e louco. Não há muito o que falar até agora e nenhuma previsão já que se trata de um personagem que na verdade é dois, e um é imprevisível.

Não achei muito o que falar que já não houvesse sido dito antes, já que não comentei alguns capítulos. No geral, vejo que tudo que aconteceu endureceu os personagens, os separou e os fez ter que lidar com conflitos internos, portanto, estou ansiosamente na espera de um próximo capítulo sangrento e cheio de desgraça. Twisted Evil



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57 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Sex Abr 28 2017, 15:12

Dwight

Josh escreveu:A temporada começou muito bem com esse episódio de três horas de duração.

Demorei mas consegui, prometo melhorar o tempo no próximo. Rolling Eyes

Como o nome indica foi um capítulo "calmo", como qualquer boa retomada/continuação, conclui situações deixadas no capítulo anterior e coloca novas na mesa. Não sei o que esperar desse grupo que capturou o Peter, mas aparentemente vão ser eles a tomar o papel de vilões (não descarto a possibilidade dos mais velhos da Arca, também), e nem do Triku, pela curandeira parecem relativamente amistosos, mas isso pode mudar. Vou seguir no formato dos meus outros comentários:

— Tyler: Foi um dos que mais teve tempo nesse capítulo, mas pouco realmente fez já que os três ficaram praticamente num road movie em busca da arca perdida. Ele não parece tão quebrado, o que é bom, não dá pra todo mundo estar in constant state of fear and misery, o cara parece determinado o suficiente para ser de ajuda agora que ele é um dos poucos com a cabeça no lugar.
— Peter: Junto com o Adam foi um dos que menos apareceram, mas é o que tem o plot mais misterioso. Não tenho a menor ideia do que é e do que eu posso esperar desse povo medieval que sequestrou ele, provavelmente só estão vivos para servirem como escravos, mas já mostraram que tem uma liderança mais elitizada e não tão primitiva como os soldados indicavam. Interessante o que o Josh pontuou sobre, sendo ele o "cara irresponsável", estar rodeado de adolescentes pouca-bosta/medrosos, podendo forçar ele a tomar um lado mais responsável.
— Alice: Naturalmente não está se adequando depois de tudo que viveu. Gostei novamente de como usou criativamente as transições presente/passado para demonstrar a paranóia vivida pela personagem ao ouvir as crianças rindo. Não esperava uma amizade com a Caterine, mas espero que comece a mudar esse sentimento de solidão com a presença dela, Brandon, e agora o Tyler. Certamente é a mais fodida, então torço que o arco dela envolva uma recuperação, mas como é o Gabriel escrevendo...
— Jeremias: Espero que vire vilão, não tem muito o que dizer sobre ele no presente momento, fico curioso para saber até onde vai ir a relação dele com o tio.
— Caterine (sem h): É ainda a que tem o arco mais sutil, porém significativo. A felicidade momentânea e a talvez não-total realidade dela, ela encontrou algo de bom mas no fundo sabe que ainda há muito de ruim, mas para tentar mudar isso vai ter que arriscar o pouco que conquistou. É a que vive o melhor momento, então logo deve acabar, mas espero que o Brandon viva pelo menos mais um tempo.
— Adam: Como falei lá em cima os Triku parecem relativamente amistosos, mas isso não quer dizer que ele está salvo. Por um lado eu gostaria de ver ele com o restante do grupo (o que pode acontecer, já que quem parece mais fodido é o Peter, e não acredito que vá manter os focos da história tão segmentados), por outro pode ser interessante ver ele num plot meio Avatar (me recuso a comparar com a Octavia), aprendendo mais sobre outra cultura mesmo que certamente causaria/causará desconfiança de vários. Acertou a pontuar o quão fechado ele pode ser, e espero que isso demore a mudar, mesmo que passe a confiar nessa galera.

Enfim, vários fatores me fizeram demorar a ler e postar, mas realmente vou tentar ser mais rápido no próximo, que espero que não demore Very Happy Foi um ótimo capítulo e espero logo que comece a dar merda para todos os lados. Wi kuwat! Wi kuwat!

Spoiler:

Mary escreveu:Será que vira uma Octavia?



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58 Re: [Fic Interativa] Earth Kills em Sex Abr 28 2017, 18:30

Chris

Boaaa taaaaarde, tudo belezinha?

Eu teria comentado antes, se tivessem me avisado que havia sido postado a season two. Cat Mas vamos lá.

Acho que nessa altura do campeonato já não vale mais a pena ficar elogiando a escrita, já está mais do que provada que é muito boa e clara. Acredito que um dos maiores problemas das fanfics seja, com exceção de serem baseadas em Crepúsculo, falta de descrição que acaba causando cenas que o leitor não consegue imaginar direito (eu mesmo sofro desse problema), mas você domina muito bem isso. Mas sem mais delongas, vamos lá:

Primeiramente devo dizer que achei ótimo a maneira que organizou o capítulo, as chances de um começo de temporada cheio de informações e de plots como a Mary disse realmente poderia ser um problema, mas você administrou bem o conteúdo e colocou no capítulos tudo que queríamos ver e ainda deixou uns mistérios para especularmos e descobrimos futuramente. Agora vamos analisar essa galerinha da pesada individualmente:

Adao: O início dos momentos dele eu já esperava que seria algo meio assim, mas o final com ele e a curandeira lá já puxa um gancho. O jeito é esperar pra ver qualé a dessa tribo. Vai que é tua Shaikru!
Spoiler:
— A graça é que Praimfaya aconteceu há mais de trezentos anos, menino. Não cem.
Alicia: Como eu disse na season finale, era uma personagem que eu estava ansioso para ver nessa segunda temporada devido seu estado emocional. Mandou bem no psicológico quebrado dela, curti a interaçao dela com a Catarina e a determinação que ela estava para ir atrás dos outros, em especial do Peter. Vai ser heroína ainda, podem anotar.
Catarina: Como foi dito na season finale também, não lembro por quem, foi a que terminou a temporada melhor e isso é visível nesse capítulo. Mas ainda assim tem muita coisa pra rolar, vamos ver qual vai ser desse reencontro com o Pietro.
Jeremias: Cara estranho da porra, se eu fosse o Tyler deixava ele pra morrer. Esse cara é uma dúvida foda com esse transtorno de personalidade, vai surtar uma hora e foder uma galera por aí.
Tales: Nada muito fora do que eu especulava também, mas agora que vai se encontrar com a Alicia e a Catarina, creio que irão começar a se programar pra salvar geral. Vale a pena falar da sensação de que falhou como líder que ele está sentindo, quem garante que isso não causará algo no futuro?  Suspect
Pedro: QUE HOMEM! QUE PERSONAGEM! Legal como já disseram aí ter ele nessa posição de "líder" com os pouca-bosta ali, apesar de seu jeito, fez o que podia. Como sempre falo nos capítulos, chega a ser repetitivo, eu acho fantástica a personalidade e os diálogos que envolvem o Peter, devo ser o mais satisfeito com o seu personagem dentre todos aqui. E ainda sobre ele, temos mais esse grupo pra conhecer agora, sinceramente nao tenho ideia do que se trata, apesar de parecerem mais vilões do que mocinhos. E AVISA A MUIÉ QUE A FILHA DELA VAI SE MATAR MEU DEUS DO CÉU.

Muito bom o retorno da fic, inclusive com mais potencial do que a primeira já que agora teremos mais tramas e desenvolvimento. E mais capítulos também, o que é ótimo. Parabéns, Gabiru!

Spoiler:
Diálogo destaque do capítulo:

— Vamos morrer? — exclamou surpreso um outro adolescente.
— Provavelmente — admitiu Peter, com sinceridade.
Thomas lançou um olhar de desaprovação para Peter.
— Obviamente eu estava brincando, cara — falou animando o rapaz. — Eu daria 70% de chances de morrermos, mas 30% de chances de sobrevivermos! — falou desanimando o rapaz.
Thomas colocou a mão na testa e suspirou.
— 60%? — Virou-se para Lily esperando que daquela vez funcionasse, mas ela deixou claro que não balançando a cabeça negativamente. — Ah, eu tenho cara de Caterine e Tyler? Não sei fazer discurso, não sou líder.
Por mais que tivesse dito aquilo, era exatamente o trabalho que Peter fizera desde que acordaram. Acalmou os jovens, fez piadas para que se alegrassem, tentou animar o clima, ajudou quem estava com muito medo, deu sua própria comida e bebida para quem estava ferido ou fraco demais. Peter estava cuidado muito bem daqueles sobreviventes há dias.



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