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Detective Game #1

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1 Detective Game #1 em Sab Set 17 2016, 22:12

Josh



Detective Game segue a mesma linha do Jogo do Detetive, com algumas pequenas alterações na forma como a história rola, mas com o mesmo sistema.

No jogo, há um assassino, que anonimamente me manda por MP quem irá matar no próximo capítulo, um protetor (ou detetive, mas faz mais sentido ser chamado de protetor), que protege um civil a cada capítulo e no caso de proteger quem o assassino quer matar, o civil é salvo. Todo o resto são civis (o assassino e o protetor também, que devem disfarçar no tópico que são pessoas normais, agindo como os outros), que podem criar teorias e acusar um civil.

No caso de um único civil ser acusado por mais de 50% dos jogadores ativos, o civil será morto. Caso ele seja o assassino, os civis vencem o game. Do contrário, eles só vão possuir mais duas chances de acertar, senão o assassino vence. O assassino também vence quando mata todos, sendo que quando sobrar apenas 3 jogadores ele já vence.

Então, é isso aí. Quem quiser participar, só postar nesse tópico. Qualquer dúvida, estou disposto a responder. O único requisito para participar é que seja ativo no fórum. É necessária a participação dos jogadores em cada capítulo para que o jogo possa seguir adiante. Não vai ter um capítulo por dia, tá mais próximo de um por semana. então não é necessário tanto tempo assim para se dedicar ao jogo.

Espero que o jogo seja legal e vocês se divirtam.

Jogadores até o momento:

@Luckwearer
@Dwight
@Chris
@LazarusR
@Mary
@Gulielmus
@Prime
@Babi
@JesusMonroe
@Daenerys



Última edição por Josh em Sab Set 24 2016, 11:57, editado 7 vez(es)



 
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2 Re: Detective Game #1 em Sab Set 17 2016, 23:01

Luckwearer

Vai ser uma bosta.





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3 Re: Detective Game #1 em Sab Set 17 2016, 23:08

Dwight

Meu lado detetive aflora.



Ver perfil do usuário http://filmow.com/usuario/lamb

4 Re: Detective Game #1 em Sab Set 17 2016, 23:55

Chris

Meu lado assassino aflora.




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5 Re: Detective Game #1 em Dom Set 18 2016, 08:19

LazarusR

Meu lado alvo aflora.

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6 Re: Detective Game #1 em Dom Set 18 2016, 12:12

Mary

Kero.



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7 Re: Detective Game #1 em Dom Set 18 2016, 13:27

Gulielmus

Eu quero vain



 

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8 Re: Detective Game #1 em Dom Set 18 2016, 14:11

Prime

.



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9 Re: Detective Game #1 em Dom Set 18 2016, 14:33

Babi

Quero



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10 Re: Detective Game #1 em Dom Set 18 2016, 19:53

Jesus Monroe

Vamos



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11 Re: Detective Game #1 em Sex Set 23 2016, 12:23

Josh

Bom, acho que ninguém mais vai se inscrever. Então, o jogo vai se resumir nesses 9. Vou sortear o papel de cada jogador e mandar por MP em breve. O primeiro capítulo, como sempre, não vai ter a morte de nenhum jogador, e deve sair ao longo da próxima semana (bem provável de ser no sábado ou domingo).





 
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12 Re: Detective Game #1 em Sab Set 24 2016, 11:57

Josh

Agora, Daenerys também está no jogo. Com isso completa-se os 10 jogadores. Aguardem as MPs e o capítulo 1.




 
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13 Re: Detective Game #1 em Dom Set 25 2016, 18:37

Josh

Mandei as MPs com a informação do que são. Agora só aguardem o capítulo 1.




 
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14 Re: Detective Game #1 em Qua Out 05 2016, 23:00

Josh

Desculpem a demora, pessoal. Tive um pouco de dificuldade para escrever o capítulo por causa de alguns travamentos e demorei para pensar em como todas as situações se desenrolariam. Apesar disso, acho que ainda não é um capítulo tão bom, porque me apressei bastante no final para terminar logo, senão vocês iriam ter que esperar ainda mais.

Enfim, espero pelo menos que a história esteja bem contada e que vocês consigam investigar e visualizar as pistas. Minha escrita não é tão boa, mas espero que seja compreensível o suficiente para que imaginem bem todas as situações. Algumas partes detalhei muito pouco ou quase nada porque me apressei, me focando mais nos acontecimentos. Mas acredito que essas partes que não detalhei não vão influenciar nas pistas.

Assassino e protetor, já podem me mandar as MPs com os nomes.

Capítulo 1 - Killing All The Memories


Spoiler:


O céu estava completamente branco, coberto por nuvens claras. A manhã estava fria e úmida, soprando ventos cada vez mais gélidos. Naquela área, o verde dominava, com alguns tons de azul originados de rios próximos. A estrada estava reta e solitária, rodeada unicamente por natureza e totalmente limpa de tráfego.

O motorista mantinha sua visão focada na direção, enquanto o homem ao lado dormia, com uma postura que mostrava que não fazia muito tempo que tinha caído no sono. O horizonte estava dominado por natureza, mas Kevin sabia que estavam próximos de chegar na cidade. Dirigia com calma, desejando ligar o rádio para quebrar aquele silêncio que já tinha horas de duração.

Avistando a ponte que levava à cidade de Palomeek, Kevin diminuiu um pouco a velocidade e viu o verde de árvores ser invadido por algumas casas à distância. O motorista então virou o rosto para o amigo, vendo que ele ainda estava dormindo.

- Bill - chamou, com intenção de acordá-lo. - Bill! - Dessa vez aumentou seu tom de voz, conseguindo tirar o homem do sono. - Estamos chegando.

Billy Nelson abriu os olhos com desânimo, observando o cenário ao redor do carro e olhando no relógio que horas eram. Quando o carro passou pela ponte, os homens observaram o enorme rio que passava por uma parte da cidade. E então adentraram  de vez naquela pequena urbanização, com muitas residências que eram muito bonitas e organizadas. Havia também uma parte comercial, onde decidiram parar ao lado de uma lanchonete para comerem algo.

- Vamos comprar um lanche - disse Kevin, estacionando em frente ao estabelecimento e desligando o veículo. - Depois, falaremos com o xerife.

Bill apenas acenou com a cabeça e inclinou seus braços para trás, a fim de se alongar e diminuir o seu sono. Os dois detetives deixaram o carro e se dirigiram à lanchonete. Adentrando no local, perceberam que era um lugar pequeno, limpo e quase inteiramente vazio, exceto pelo atendente no balcão e um casal jovem conversando em uma mesa ao fundo.

- Quero café - exclamou Bill a Kevin, sentando-se à mesa mais próxima.

A luz branca da manhã invadia a lanchonete pelas janelas, iluminando-a suavemente. A garota ruiva que estava conversando com outro garoto começou a encarar os detetives, mas desviou o olhar quando Kevin virou o rosto em sua direção, enquanto estava em frente ao balcão fazendo o pedido. Bill aguardava em uma mesa que ficava logo ao lado da porta.

Kevin sentou-se à mesa após ter feito o pedido.

- Eu odeio caipiras - disse Bill, parecendo incomodado em estar naquela cidade.
- Qual o problema com eles? - perguntou Kevin, mais calmo que o parceiro.
- São caipiras. Devem se matar o tempo todo e jogam os corpos no rio. Não duvido termos que prender todos eles.

Bill estava de costas para o casal ao fundo. Kevin conseguia vê-los, e prestando mais atenção percebeu que o garoto estava um pouco tenso e preocupado com algo, enquanto a garota ruiva tentava confortá-lo e aconselhá-lo. Pela semelhança entre os dois, poderia supor que eram irmãos.

- Seja lá o que eles fazem, devemos focar no nosso caso.

A pequena delegacia da cidade ficava logo ao lado da pizzaria, não necessitando mais que alguns passos para os detetives chegarem lá. O interior do lugar não era muito agradável, com papéis e lixo no chão, paredes precisando de reformas e uma grande desorganização nos móveis. Encontraram poucos policiais, a maioria com um peso bem elevado, alguns jogando dominó e baralho, enquanto outros dormiam sentados.

Ao encontrarem a porta com o nome “Xerife” escrito, aproximaram-se e bateram na estrutura de madeira já desgastada. Aguardaram alguns segundos até que uma mulher abriu a porta, de cabelos negros e de aparência bastante agradável.

- Precisamos falar com o Xerife - Kevin disse. Bill estava admirado por naquele lugar ter uma policial tão bonita.
- Eu sou a Xerife - a mulher respondeu. Tinha uma expressão séria, de modo que era difícil imaginar um sorriso naquele rosto. - O que cêis querem?

O sotaque caipira da agente da lei deixou Bill um pouco decepcionado, abaixando o rosto e aguardando Kevin responder.

- Eu sou Kevin Reed e esse é meu parceiro Billy Nelson. Somos os agentes do FBI que vieram investigar o assassinato de Nitroh Sinatra.
- Certo. Entrem logo - a Xerife abriu a porta e dirigiu-se a sua mesa. Diferente do resto da delegacia, a sala da Xerife era muito organizada e limpa, apesar de ter teto, chão, paredes e móveis necessitando urgentemente de reformas.

Os detetives entraram e fecharam a porta. Sentaram nas duas cadeiras que estavam em frente à mesa da xerife. Bill foi cuidadoso, temendo a cadeira quebrar-se, de tão velha e desgastada que estava. A mulher tirou uma pasta azul de uma de suas gavetas e jogou em sua mesa, encarando os agentes em seguida.

- Aí tá o que a dôtora analisou do corpo do Nitroh. Fiquem à vontade - a xerife colocou os dois pés em cima de sua mesa e tinha na boca uma palha de trigo que mastigava lentamente.

Kevin pegou a pasta e examinou as folhas que estavam dentro, com algumas informações e fotos do corpo da vítima. Bill lançava seu olhar em alguns momentos para a xerife, mas quando era encarado por uma expressão fria, desviava os olhos.

- Interessante - Kevin fechou a pasta e guardou dentro do caderno que trazia. - Vamos precisar de uma lista dos locais que Nitroh foi visto e interrogar alguns cidadãos. Poderia nos informar sobre?

A xerife olhou para baixo por um momento, aparentemente refletindo.

- Não observei muito o rapaz enquanto ele tava aqui. Vai ter que pegar sas informações de uma outra pessoa. Se o que me informaram foi correto, ele teve uma namorada daqui. Mas não lembro o nome.

Kevin acenou levemente com a cabeça, enquanto anotava a informação no caderno. Depois, levantou-se e Bill fez o mesmo, com muito cuidado para não quebrar ou cair da cadeira.

- Você nos ajudou muito, xerife - Kevin disse, estendendo a mão e a mulher a apertando. - Qual o seu nome?
- Me chamo Daenerys. Daenerys Lecter.

Os detetives se estabeleceram em uma pousada de Palomeek por algumas horas, para reunir as informações sobre o crime e analisar com mais calma. Nitroh Sinatra havia sido morto no cais do rio da cidade, aproximadamente na madrugada do dia anterior. Sua garganta possuía um grande corte e seu corpo estava em uma cadeira de frente para às águas, implicando que alguém havia chegado por trás e o matado com uma faca. De acordo com a médica, o cabelo dele havia sido puxado para trás por uma força muito forte, arrancando até alguns fios.

Indo até o local do crime, vislumbraram o grande rio, de cor fortemente azulada. Ao redor havia apenas areia e as paredes de terra vindas da cidade, que ficavam um pouco mais altas que o rio. Em cima daquelas estruturas era possível ver algumas casas.

Aproximando-se do cais, perceberam que um homem estava sentado na beirada, fumando. Aquilo deixou-os confusos e desconfiados, se aproximando com cuidado. O suspeito tinha cabelos negros e uma aparência um pouco jovem, observando com indiferença as águas brilhantes do rio Palomeek.

- Com licença… - Kevin começou, mas foi interrompido por Bill.
- O que você está fazendo aqui?

O rapaz parecia ignorar, não dando nenhuma atenção para os dois. Bill estava ficando irritado.

- Você é surdo, porra? Nós somos do FBI - Bill queria tirar o rapaz à força dali, mas Kevin ficava no caminho para evitar que isso acontecesse.
- Sou obrigado a dar satisfação sobre a minha vida? - respondeu o homem, sem ao menos virar o rosto para olhar para os detetives.
- Você nã… - Kevin o interrompeu, tocando no seu ombro, para acalmá-lo.
- Estamos investigando um assassinato que ocorreu nesse mesmo lugar que você está. Quer ser levado preso como suspeito por estar no local do crime e ter se recusado a falar sobre, o que o torna ainda mais suspeito? - Kevin respondeu. Sua fala fez o garoto virar seu rosto para encará-los, demonstrando ter ficado um pouco incomodado com aquilo.
- Seria muito idiota eu ter matado o cara e voltado para a cena do crime.
- Mais idiota ainda é ter vindo sem ter matado, podendo ser morto da mesma forma - disse Kevin. - Qual o seu nome?

O homem estava realmente incomodado, levantando-se da beirada do cais e encarando de frente os detetives. Não queria respondê-los, mas se não o fizesse, seria um suspeito ainda maior.

- Dwight Fassway. Mais alguma pergunta?

Kevin abriu seu caderno para começar suas anotações.

- O que você sabe sobre Nitroh Sinatra? - perguntou, olhando para suas anotações e preparado-se para escrever.
- Não muito. Só o vi de longe. Veio da cidade grande, só andava de terno e chapéu, simpático, educado…
- Pode nos dizer os locais que você o viu?

Dwight refletiu um pouco, tentando lembrar-se. Bill o encarava, com desgosto.

- Lembro de ter visto ele entrar na biblioteca, na loja de música Luckwearer e em uma loja de roupas… femininas, chamada Senhoritinha.
- Onde você estava na madrugada de ontem? - perguntou Bill.
- Eu… estava dormindo - as olheiras no rosto de Dwight deixava claro que ele não dormia há dias. Kevin observou seus olhos e ele e Bill se entreolharam.
- Certo. Mais alguma informação que pode nos ajudar? - perguntou o detetive Reed.

Dwight virou seu rosto para o rio, que estava ficando mais claro devido aos raios solares cada vez mais fortes passando por trás das nuvens.

- Nitroh comprou alguma coisa com meu irmão, na nossa loja de ferragens Fassway. Ele se chama Chris. Acredito que com ele vocês obtenham mais informações sobre o Sinatra.

Kevin terminou de fazer suas anotações e fechou o caderno. Olhou para o relógio e examinou um pouco o local do assassinato.

- Visitaremos o local. Agradecemos a sua ajuda. Bill, vamos - os dois caminharam de volta ao carro, enquanto Dwight os observava partir, ao som do movimento das águas e do vento.

A cidade de Palomeek era muito pequena. Tinha uma população um pouco maior que de uma vila e uma pessoa daria uma volta na cidade em poucos minutos de caminhada. Não demorou mais que alguns segundos para que os agentes do FBI chegassem na loja de ferragens Fassway, que ficava bem próxima da costa do rio. Estava sendo recém aberta por um loiro de cabelos que chegavam quase na altura dos ombros, de barba cerrada e com uma altura consideravelmente alta, mas ainda era mais baixo que Bill.

O loiro estava abrindo as janelas, de costa para à rua, quando ouviu as portas do carro policial fechando-se, implicando que alguém havia saído. Virando-se para ver o que era, assustou-se, principalmente com o tamanho de Bill.

- Eu nunca vendi drogas - disse Chris, mostrando-se surpreso pela visita policial. - Pelo menos, não mais.
- Não estamos aqui por isso. Queremos fazer algumas perguntas - Kevin abriu seu caderno para começar a fazer suas anotações.

Chris olhou para a esquerda e direita, desconfiado, olhando se existia mais alguém nas ruas.

- Se for sobre o tal dono da loja Luckwearer, acho que posso ter algumas provas de que ele é obcecado por, digamos, violações.

Kevin olhou para Chris por um momento. O loiro lançou um grande sorriso carismático em resposta.

- Queremos saber o que você sabe sobre Nitroh Sinatra. Seu irmão disse que você vendeu alguma coisa para ele.
- Mas que filho da puta - respondeu Chris, mostrando-se um pouco furioso. - Não foram drogas, eu juro. Se me lembro bem, deve ter sido só um pacote de parafusos.
- Você acha que ele poderia ter inimigos aqui na cidade? - perguntou Kevin.
- Todos dessa cidade parecem ser inimigos de todo mundo - disse Bill, antes de Chris responder.
- Eu não diria isso, senhor agente. Inimigos eu não sei, mas acho que ele tava pegando a dona da Senhoritinha.
- Senhoritinha? Que porra de nome é esse?
- A tal loja de roupas femininas que o irmão dele citou - respondeu Kevin ao seu parceiro.
- Ah. Faz sentido.

Os detetives agradeceram a ajuda de Chris e voltaram ao carro, para dirigir-se à loja. O loiro os observou partir, mas instantes depois voltou a abrir seu estabelecimento.

No veículo, o silêncio não durou mais que alguns segundos.

- Tem algo de muito estranho aí - Bill mantinha sua visão focada na janela, vendo as casas e pessoas passarem.
- O que quer dizer?
- Ninguém está agindo como se tivesse acontecido um assassinato há quase um dia atrás. Ou eles são caipiras em excesso, ou organizaram isso tudo - Bill estava bem sério. - Devem ser do tipo que matam novatos na cidade. Nós podemos muito bem ser os próximos.
- Não seja paranoico, Bill. Isso vai acabar te consumindo se continuar pensando. Nitroh parecia uma pessoa que todo mundo gostava. Temos que ver essa suposta namorada dele. Talvez lá encontraremos a informação que precisamos.
- Eu odeio esse lugar - exclamou Bill, continuando a olhar pela janela até chegarem no destino. - Eu odeio caipiras.

O interior da loja Senhoritinha era bem simples, com paredes brancas e detalhes em rosa. O lugar ainda estava vazio, sem nenhum cliente, mas a dona da loja estava no balcão, com tédio, aguardando alguém querer comprar algo. Quando viu os agentes, a mulher ficou um pouco incomodada e preocupada. Ela então resolveu ir até eles, para acabar com qualquer problema que poderia estar envolvida.

Kevin e Bill a cumprimentaram, falaram seus nomes e o que eram. A dona da Senhoritinha se chamava Mary e estava um pouco curiosa para saber o que eles faziam ali.

- Viemos investigar o assassinato de Nitroh Sinatra - explicou-se Kevin. -  Alguns cidadãos indicaram você como melhor pessoa para dar informações sobre o homem.
- Disseram também que você teve um caso amoroso com ele - disse Bill, tentando instigá-la a falar.

Mary abaixou o seu olhar, aparentemente triste por lembrar de seus momentos com Nitroh e de sua morte. Ficou em silêncio por um tempo, por estar sem palavras ou por estar pensando no que falar.

- Bem, ele veio da cidade grande com intenção de morar aqui. Ele era bem educado e gentil. Ajudava as pessoas, elogiava, trazia uma certa energia positiva; Me trazia flores quase todos os dias, junto com mais alguns presentes. Mas não chegamos a ter algum tipo de relacionamento.
- Por que não? - questionou Bill. - Pela sua descrição, Nitroh parece o “homem perfeito”. Havia algo nele que você não gostava?

Mary levantou seu olhar para ver o modo como os detetives a encaravam com uma certa suspeita. Ela já estava muito incomodada e queria que eles fossem embora, mas para isso precisava dar o que eles queriam.

- Ele era muito ingênuo. Dava valor a pessoas que não mereciam e era altruísta em excesso. Nós dois não combinávamos.
- Porra - Bill exclamou, surpreso.
- Você acha que ele pode ter tido algum inimigo durante sua estadia aqui? - perguntou Kevin, enquanto anotava tudo.
- Não sei. Só uma pessoa…Mas acho que ele não conta, já que odeia todo mundo.
- Conte-nos quem é.

Mary viu a oportunidade de se livrar dos detetives.

- Gabriel Luckwearer, dono da loja de música Luckwearer. Nitroh estava com um projeto de dar aula de música gratuitamente para a população. Mas Gabriel já fazia isso, só que cobrando.

A frieza de Mary dando aquela informação deixou Kevin interiormente inquieto. Se ela realmente desconfiasse do Gabriel, estaria tão calma assim? Teria ela cansado do Nitroh e queria se livrar dele? Eram muitas possibilidades, mas o agente Reed queria ver até onde isso iria dar.

- Agradecemos a informação - fechou o caderno após as anotações. - Vamos visitar esta loja.

Kevin dirigiu-se à saída junto com Bill, que estava neutro em relação à desconfiança do Luckwearer. Mary suspirou aliviada, já um pouco suada de tanto nervosismo.

Mais uma vez, a dupla estava no carro, mas Kevin havia parado antes do destino. Bill estranhou.

- O que foi?
- Acho que devemos nos separar. Sinto que estamos fazendo alguma coisa de forma errada - Kevin estava bastante sério, pegando seu caderno e analisando tudo que havia anotado até então. - Estamos andando em círculo. Um círculo criado pelos próprios cidadãos. Não deve ser proposital, mas não vamos encontrar o nosso assassino se continuarmos assim.
- Eu não quero ficar sozinho com esses caipiras.
- Seja forte, Bill. Você consegue - Kevin escreveu algo em um pedaço de papel e estendeu para que seu parceiro pegasse. - É o endereço de um açougueiro. Preciso que você o interrogue.
- Por que um açougueiro? - Bill refletiu um pouco e entendeu. - Ah, a habilidade com facas?

Kevin acenou, concordando. O silêncio permaneceu no carro por alguns segundos.

- Então, - começou Bill. - Eu vou ficar com o carro.
- A cidade é pequena, você aguentará ir a pé. Além de que está precisando perder alguns quilos - Kevin sorriu. Bill deu uma risada sem graça e admitiu a derrota, saindo do veículo.

O detetive Reed acelerou assim que o parceiro fechou a porta, deixando-o sozinho naquela rua e desejando que ele cumprisse o que lhe foi pedido. Bill sentiu-se desolado, vagando pela cidade pouco movimentada, acompanhado por uma ventania gelada.

Chegando no endereço indicado no papel, Bill observou o provável açougueiro cortando a grama da casa, enquanto dois jovens estavam fazendo alguma espécie de trabalho em uma escultura de metal. O homem tinha um corpo gorduroso e uma enorme barba que lhe supria a falta de cabelo. O caipira estava sem camisa, mostrando sua enorme barriga peluda e suada. Bill fez uma expressão de nojo, mas tentou se aproximar.

O homem parou de cortar a grama quando percebeu sua presença.

- Opa - o açougueiro cumprimentou, com um sorriso amarelo amigável. - Posso ajudar?

Bill esforçava-se ao máximo para continuar formal e ignorar todas as características do caipira.

- Eu sou o detetive Billy Nelson - manteve-se na mesma posição com as mãos abaixados, não querendo apertar as mãos suadas e cabeludas do cidadão.
- Me chamo Gulielmus. Aqueles são meus filhos: Prime e Babi - apontou para os jovens que estavam em frente à casa. Bill percebeu que era o mesmo casal ruivo que tinha visto na lanchonete. A garota parecia ser tão caipira quanto a xerife, porém mais nova, batendo um martelo com muita força na estranha escultura de metal. - Veio por causa do que houve com o Nitroh?

Bill ficou mais animado ao ver pela primeira vez alguém que lembrava da morte do rapaz.

- Sim. Preciso que me diga o que sabe sobre ele.
- Bem, sempre que ele passava por aqui eu o convidava para entrar e tomar café. Conversávamos sobre temas variados, mas não cheguei a conhecê-lo a fundo.
- Pelo que o conhecia, acha que ele pode ter tido inimigos?
- Rapaz, acho muito difícil. É bem mais provável a teoria que anda rondando por aí.

Bill havia ficado curioso e pegou seu minúsculo bloco de anotações para escrever algo sobre aquilo.

- Que teoria?
- Dizem que - o açougueiro começou, falando em um tom de voz mais baixo. - existe uma espécie de ser maligno no lago que emerge das águas de madrugada. Talvez um espírito de alguém que havia morrido por ali.

O detetive Nelson sabia que Kevin acharia essa teoria patética, mas não deixou de anotar.

- É uma teoria interessante. Existem muitas lendas urbanas nessa cidade?
- Porra, você nem imagina - Gulielmus mantinha-se sério, demonstrando que acreditava nessas histórias.

Kevin já havia perdido a conta de páginas que tinha escrito naquele caso. O agente jurava que seria algo bem simples de se resolver e que não demorariam para achar o assassino, mas surpreendeu-se, vendo que o caso era bem mais complexo do que ele subestimou.

Gabriel Luckwearer falou sobre a rotina de Nitroh, que frequentava sua loja para comprar discos de música clássica e jazz. O dono da loja já era um homem um pouco mais velho que os outros que já tinha interrogado, com um cabelo castanho escuro e um rosto duro e frio.

- Você dá aulas de música por um certo preço. Me informaram que Nitroh iria fazer um curso para dar aulas gratuitas para todo mundo. Como se sente sobre isso?
- Por acaso está desconfiando de mim, detetive? - Gabriel mantinha um olhar seco sobre Kevin. - Acha mesmo que eu mataria um homem por causa de uma coisa tão pequena assim?
- Não, não acho que quem tenha matado Nitroh tinha um motivo tão específico assim. Eu acho que existe algo maior.
- Eu não estou te entendendo.
- Esqueça. Apenas me diga se você acha que Nitroh poderia ter tido algum inimigo.

Gabriel refletiu um pouco, calmo, mas não demorando mais que alguns segundos.

- Apesar de todas as qualidades de Nitroh, ele era ateu. Você não vê isso como um problema, até saber que temos um padre muito, digamos, radical. Ele chama a si próprio de Jesus e é bastante obcecado pela religião. Eu presenciei o momento que o Sinatra recusou um panfleto do padre e comentou sua posição quanto à religião. Acredite, eu nunca vi o padre com um rosto tão obscuro quanto naquele dia.
- Você acha que um padre que se auto-intitula Jesus é capaz de matar? - Kevin perguntou, curioso sobre a resposta.
- Normalmente, os que se acham mais puros são os mais fáceis de se corromper. Eu não duvido de nada.

Prime, o filho homem do açougueiro, agia de modo estranho. Bill já havia percebido isso desde a lanchonete. De vez em quando, o garoto olhava para o detetive, mas desviava os olhos rápida e desajeitadamente, parecendo estar tremendo de medo. Ele tinha um olhar assustado e sério, enquanto o da sua irmã era mais calmo.

- Poderia chamar seus filhos? Vou precisar interrogá-los também - disse Bill, após Gulielmus ter lhe contado algumas histórias e lendas urbanas comuns da cidade.
- Será inútil. Eles sabem menos do que eu.
- Vou precisar da versão deles, de qualquer forma.
- Acredite em mim. Só vão falar bobagens que podem te confundir ainda mais.

Bill então encarou o homem com um olhar desconfiado.

- Por que está tentando impedi-los de falar? Eles podem contar algo que você não quer que eles falem?
- Não é isso. É que eles são apenas adolescentes. Só falam besteira.
- Claro, claro. A casa de vocês é a mais próxima do lago. Você é um açougueiro que sabe usar facas muito bem, tem um filho que parece doente mental e uma filha que deve ser mais forte do que eu. Quem vocês querem enganar?

Gulielmus ficou furioso com aquelas acusações, profundamente incomodado. Sua maior vontade era de espancar Bill naquele mesmo momento.

- É melhor você ter cuidado com as suas palavras.
- Por quê? Vão me matar igual fizeram com o Nitroh? - Bill percebeu o peso de suas palavras depois de terminar de falá-las, deixando-o com um pouco de medo do que poderia acontecer em seguida.

O olhar raivoso de Gulielmus focava-se em Bill, que apesar de ser mais alto não era nada ameaçador para o açougueiro.

- Ei, Guli - gritou uma voz familiar a Bill. - Era essa peça que você queria?

Olhando para o lado, viu que era o Chris Fassway, trazendo um macho em suas mãos, uma ferramenta utilizada para gerar roscas internas em furos. Possuía uma cor prateada e metálica. O barbudo logo diminuiu seu ódio ao ver a peça, dando o mesmo sorriso amarelo de sempre.

- Essa mesma - disse, pegando o macho. - Achei que fosse o Dwight quem viria deixar.
- Ele tava meio desanimado e preferiu ficar na loja. O que é que tá havendo entre você e o senhor da lei aí?

Bill e Gulielmus se encararam novamente, com olhares que misturavam desconfiança, medo e raiva. O silêncio foi mortal.

Um cliente havia entrado na loja de música. Kevin ainda estava lá, fazendo mais perguntas ao Gabriel, mas teve que ser interrompido. O homem era alto e usava óculos. Estava de calça jeans azul e blusa social vinho. Aparentava já estar na casa dos quarenta anos. Procurava um disco em especial, só indo até Gabriel depois que ele havia escolhido.

- Odessa? - Gabriel estava surpreso pela escolha do cidadão. - Você não queria tanto o No Such Place, Lazarus?  
- Dei um tempo em Jim White. Agora estou dando uma chance ao casal Sparks. Eles são ótimos - Lazarus possuía uma voz tranquila, falando de um modo bem correto e sem muito sotaque, ao contrário da maioria dos outros cidadãos.
- É uma boa escolha. Combina mais com o cenário da biblioteca para você ficar ouvindo por lá.
- Realmente.

Kevin havia sacado que Lazarus era o proprietário da biblioteca da cidade e lembrou-se do que Dwight havia falado sobre os lugares que Nitroh havia visitado. Aproximou-se do cidadão após ele ter efetuado a compra.

- Com licença. Eu sou Kevin Reed, detetive do FBI. Estou investigando o caso do Nitroh e preciso saber o que você sabe sobre ele.

Lazarus encarou amigavelmente o pedido do agente e respondeu imediatamente.

- Nitroh era um bom rapaz. Espalhava o bem e o otimismo por Palomeek, coisas que a cidade estava precisando muito. Tinha um grande desejo de ajudar os outros e queria ver todos bem, sem exceções. Na biblioteca, comprava livros de romance e de filosofia. Não era necessário muito tempo para ver que Nitroh Sinatra era um jovem promissor.

Kevin anotava tudo, com o máximo de detalhes possível. Assim que terminou, ficou curioso quanto a Lazarus. Gabriel só observava de trás do balcão.

- Com toda essa bondade do Nitroh, acha que existe alguém aqui com motivos para matá-lo?
- Eu nunca entendi este assassinato. Mas, se quer minha opinião sincera, não acho que quem quer que tenha o matado tinha algum motivo para isso. Nitroh foi a pessoa mais gentil que eu já conheci. Tinha um coração muito puro.

Kevin voltou para a pousada quando havia terminado suas interrogações. Para sua surpresa, Bill já estava lá, lhe mostrando em seguida as informações que tinha conseguido com o Gulielmus. Como o detetive temia, o parceiro não conseguiu muita coisa que realmente ajudasse no caso.

Já estava para anoitecer. O céu misturava laranja com azul escuro, as cores da transição de dia para noite que o fim do pôr do sol proporcionava. Um pouco antes do fim total da tarde, os agentes ouviram o alto barulho do sino da igreja próxima. Kevin olhou pela janela e viu as pessoas se apressando para chegar no local de culto.

- Bill, vamos - Kevin vestiu seu terno e pegou seu caderno.
- Por quê? Você sabe que eu odeio igrejas - o agente aparentava estar muito cansado e desanimado para qualquer coisa.
- Vão celebrar uma missa para o Nitroh e precisamos conhecer o padre. Não podemos perder este momento.

Bill teve que admitir a derrota e arrumou-se para ir.

Os detetives foram uns dos últimos a chegar na pequena igreja. O local estava lotado de pessoas nos bancos e alguns deles já tinham sido interrogados pelos agentes. Porém, Lazarus e Gabriel não se encontravam por ali. Sem lugar para sentar, Kevin e Bill apenas se encostaram em pé nas paredes do fundo da igreja, ao lado da grande porta, de frente para o palco onde o padre iria aparecer.

O público estava um pouco inquieto e barulhento, mas quando viram o homem barbudo e com longos cabelos se aproximar do microfone no centro do palco, calaram-se, até o silêncio total predominar.

- Boa noite, irmãos e irmãs - sua voz era um pouco rouca e tinha um olhar nervoso. - Estamos aqui em mais uma noite, ainda tão triste quanto a anterior, porém esta será especial. Faremos uma homenagem ao falecido cidadão, que trazia tantas alegrias ao nosso povo. Não conseguiremos superar esta perda tão cedo, mas temos que ter certeza que o bondoso Nitroh Sinatra esteja em um ótimo lugar depois de sua morte.

Bill estava entediado e quase dormindo com a fala do padre. No entanto, Kevin estava muito focado e sério, encarando JesusMonroe com desconfiança.

- Mas, antes disso, quero todos de pé para que cantemos Hosana nas Alturas - disse o sacerdote, fazendo um sinal para Prime, seu coroinha, para que ele ligasse o home theater e colocasse na música.

Extremamente entediado com toda aquela música cristã e centenas de pessoas movimentando seus braços de um lado para o outro, tudo que Bill conseguia fazer era desenhar um cachorro em seu bloco de anotações.

Terminando a música, a homenagem a Nitroh iria finalmente começar. Jesus limpou a garganta e olhou para o seu público, com uma expressão indiferente e vazia que Kevin não conseguia identificar o que significava.

- Agora, vamos homenagear o nosso grande Nitroh Sinatra! - o padre gritou, levantando a foto do falecido cidadão bem alto. O público aplaudiu muito, com bastante emoção.

Jesus encarou a foto por alguns segundos, sério, enquanto as pessoas ainda batiam palma. Quando o silêncio chegou, o padre aproximou a foto da chama da vela do seu ambão, começando a queimar o papel que logo foi dominado pelo fogo e o homem o deixou cair. Jesus levantou os seus braços o mais alto que podia e inclinou sua cabeça para cima, de olhos fechados.

Todos os sentados ficaram chocados com a cena, conversando em voz alta e alguns se levantando com intenção de sair. Kevin e Bill se entreolharam, dessa vez ambos preocupados e confusos ao mesmo tempo.




 
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15 Re: Detective Game #1 em Qui Out 06 2016, 20:05

Gulielmus

Não dá pra suspeitar de ninguém ainda, principalmente dos que tem algum motivo para terem executado o assassinato. A menos que o Josh vá criando vários motivos para as futuras mortes, vão ser paradas aleatórias mesmo. Só isso já me é suficiente pra tirar o Heisen da lista de suspeitos, pelo menos por enquanto. 
 
Primeira coisa que quero pontuar como uma pista é essa evidência que os detetives têm do crime: 
 
"Sua garganta possuía um grande corte e seu corpo estava em uma cadeira de frente para às águas, implicando que alguém havia chegado por trás e o matado com uma faca. De acordo com a médica, o cabelo dele havia sido puxado para trás por uma força muito forte, arrancando até alguns fios."
 
Não sei se vale a pena avaliar esse trecho muito a fundo, mas considerando que o Josh disse que queria fazer umas pistas melhores nesse jogo, vou tentar fazer isso. O primeiro ponto que eu acho o mais importante é o lance do cabelo, que já diminui a nossa lista de suspeitos só para pessoas fisicamente fortes. Vou tentar fazer uma análise considerando esse fato:
 
Gulielmus (como sei que não sou o assassino, já estou me excluindo automaticamente como um suspeito)
Babi (é uma mulher, mas o Josh deixou bem claro que ela é fisicamente forte)
Prime (pode não ter sido citado como fisicamente forte, mas isso ficou subentendido, já que ele trabalha junto com o pai e a irmã)
Chris (isso eu estou assumindo, já que ele foi citado como alto, mas não passa de especulação, então ele fica só como um provável suspeito
Daenerys (tô assumindo também, por ela ser policial, achei melhor não excluir ela)
Lazarus (também citado como alto, mas como eu já disse, isso pode não significar nada) 
Dwight (foi citado como de aparência jovial, o que eu já achei suficiente pra excluir da lista, pelo menos até agora) 
Luckwearer (ele foi citado especificamente como mais velho que o resto, o que novamente, não exclui ele como alguém forte fisicamente, mas pra mim já é suficiente) 
Mary (não tem nenhum motivo pra ser mais forte que o normal, diferente da Babi, por isso, a excluo disso por enquanto) 
Jesus (é um padre, não tem nenhum motivo aparente para ser mais forte que o normal, então o excluo também) 

Claro que a gente tem que considerar o fato de essa puxada de cabelo ter sido feita de alguma outra forma, talvez com alguma ferramenta ou sei lá, mas ainda não vi nada que apontasse para isso, então vou continuar mantendo essa linha de pensamento. 

Segundo ponto é a arma do crime, que é uma faca. É uma arma realmente muito comum que tem na cozinha de qualquer pessoa, mas dá pra gente considerar o fato de que alguns dos participantes tem um acesso especifico a essa ferramenta. 

Gulielmus, Prime e Babi (os mais óbvios, usam diariamente e tem experiencia no manuseio) 
Chris e Dwight (com a loja de ferramentas, também tem um acesso mais diferenciado com facas, e a outros tipos de ferramentas que podem ser usadas como armas de futuras mortes. Ainda assim, não acho isso motivo suficiente pra eles serem marcados como suspeitos) 

Outra coisa que eu quero pontuar é que o corpo pode ter sido movido de lugar, e que a tal puxada de cabelo pode ter sido feita depois. Talvez o Josh teria citado se esse fosse o caso, mas vale a pena ter isso em mente, de qualquer forma. 

Agora eu vou assumir umas paradas que não tem tanto fundamento assim, mas foda-se...

Pessoa que eu mais desconfio até agora é o Prime. Ele é (presumidamente) forte, sabe manusear facas e aparenta ser perturbado, ou seja, tem tudo que a gente precisa nesse assassino, principalmente se a gente considerar que o Josh tem meio que uma obrigação de botar pelo menos algumas referências a quem é o vilão logo no primeiro cap, e com a Babi, por exemplo, a gente não tem nenhuma além dela ser forte. Por falar na Babi, esse vínculo que o Prime tem com a Babi pode ser um ponto a favor dele ser inocente, já que o assassino tem potencial pra matar qualquer um, a qualquer momento, e dentro da história, não faria tanto sentido assim ela já ser a próxima. Não vou citar deles olhando desconfiados pros detetives, porque todo mundo, praticamente, olhou desconfiado pra eles. 

Meu segundo principal suspeito é o Lazarus, unicamente por eu achar que ele tem um puta perfil de serial killer ala Hannibal. Cara fino, com gostos sofisticados, aparentemente isolado e misterioso, com nenhum vínculo em particular com ninguém, que poderia matar qualquer um sem nenhum risco de tornar difícil pro Josh de dar continuidade pra história. Essa parada de ele curtir artistas específicos também poderia dar um tom mais icônico pra cada assassinato, tipo uma assinatura. 

De resto eu só faria mais previsões sem sentido e com pouco fundamento, como o Jesus ser o assassino por caber na história e dar algo de icônico pras futuras mortes, ou da Daenerys ser por causa daquele sobrenome. Basicamente, ainda é muito cedo pra querer acusar alguém, então vamos ver até onde isso vai dar. Fazer o quê, né? 

Se eu tiver mais algum insight eu posto de novo ou dou uma editada e aviso antes...


@Ediçãozinha rápida aqui de um insight que tive no chat...

Josh disse que tava querendo botar alguma coerência nas mortes e tal, se inspirar em True Detective. Então vou pontuar essa mitologia do fantasma do lago e tal, que provavelmente vai ser palco para as futuras mortes, considerando que essa primeira já foi referência à ele. Também vou pontuar que o Dwight, em sua primeira aparição, tava olhando pro lago, o que cria uma conexão direta dele com essa mitologia. Fry



 

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16 Re: Detective Game #1 em Qui Out 06 2016, 21:17

Jesus Monroe

Fucking rednecks!

Daenerys xerifa. Dwight indica Chris, que indica Mary, que indica Luckwearer, que indica Jesus. Guilelmus barrigudo e peludo. Prime e Babi e sua estranha escultura de metal. Lazarus goodfella.





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17 Re: Detective Game #1 em Qui Out 06 2016, 22:04

Chris

Bora lá, então.

Como é só o primeiro capítulo achei as "pistas" bem rasas, o máximo que vi foi uma série de comportamentos estranhos que já são clássicos em JDD e uma ou outra coisa estranha.

Gulielmus: Apenas um açougueiro, única coisa que vi ligando a ele é o fato de a arma do crime, uma faca, é um objeto muito utilizado por ele. Fora que a forma que o Nitroh possivelmente morreu, tendo a cabeça puxada pra trás e degolado, é bem abate mesmo.

Dwight: Fora estar no local do crime observando o mar, não vejo mais nada que indique a ele.

Chris: Bonito pra caralho.

Prime: É o que mais tenho suspeitas até agora, é filho do açougueiro e deve saber como funciona um abate ou coisa do tipo, fora onde ficam as faquinhas do papai. E é perturbado da cabeça, já é uma boa justificativa pra matar geral.

Babi: É filha do açougueiro e possui um comportamento estranho... Não sei, não sei, acho que preciso de mais algumas pistas pra começar a suspeitar dela for real. Mas quem sabe, né?

Puxando um gancho para esses dois irmãos, eles encarando os detetives me faz pensar que estavam com receio pois a Babi (personagem, óbvio) sabe que o Prime é o assassino e ajuda a acobertar o irmão, e se por um acaso o Prime escolhesse ela como vítima, o que seria um tiro no pé, o Josh poderia usar o motivo do problema mental do Prime.

E tem a parada da estátua também, entendi porra nenhuma daquilo. Deve fazer mais sentido nos próximos capítulos.

Mary: Fora ter ficado nervosa na frente dos detetives, o que não é lá é algo de estranhar em um JDD, o Nitroh era apaixonado por ela. Talvez cansada dele encher o saco e não aceitar a friendzone, decidiu calar ele de vez. Apesar disso, não suspeito muito dela não.

Luckwearer: Odeia todo mundo e provavelmente não gostou do Nitroh dar aulas de música gratuitas na cidade, é tão óbvio que não dá pra suspeitar dele. Talvez futuramente.

Daenerys: Minha única suspeita contra ela é que cagou e andou para o caso da morte do Nitroh, tava relaxada a ponto de colocar os pés em cima da mesa na frente de dois detetives. Mas de resto, meh.

Lazarus: Como não começar um JDD suspeitando do Lazarus? Mas nesse devo admitir que ele está mais equilibrado. Apenas vejo um perfil gentleman perfeito pra assassino, mas fora isso não consegui associar nada nem com as músicas e nem nada.

Jesus: Além dele ser o religioso e o Nitroh ser ateu, é duvidoso da índole de um pregador assassinar alguém. Mas ainda assim suspeito dele um pouco, acho que o assassino dessa vez pode ser algo meio diferente e um religioso fanático seria uma boa. Achei que a letra de Hosana nas Alturas seria uma pista que indicasse ele, mas a letra parece mais uma canção de amor que indique a Mari do que um louvor que indicasse ele.

Como era o primeiro capítulo já esperava que não tivesse nada concreto pra se suspeitar. Acredito que no próximo capítulo teremos mais pistas e suspeitas, então só resta esperar.



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18 Re: Detective Game #1 em Qui Out 06 2016, 22:56

Babi

Então, como o Guliel disse no comentário anterior, não da muito pra suspeitar de ninguém nesse primeiro capitulo, até pq esse capitulo foi mais uma apresentação e agr que a parada começa de vdd. Como não é possível ter suspeitas concretas até o momento, vou pontuar algumas coisas do capitulo que me chamaram a atenção e separar elas entre Não suspeitas, Levemente suspeitas e Muito suspeitas. Vou começar pelo primeiro apresentado e continuar seguindo a sequencia.

➢ Daenerys:
Foi considerada fria pelo detetive algo que é necessário pra um assassino desse jeito.
Não conhecia Nitroh, fazendo com que ela não tivesse motivos pra mata-lo, ou simplesmente mentiu sobre isso.

➢ Dwight:
Mostrou-se indiferente aos detetives , talvez seja uma forma de esconder o que fez.
Claramente não havia dormido nas noites anteriores
Estava na cena do crime

➢ Chris:
Vendia drogas anteriormente, pode não ser uma pista muito relevante, mas pode significar que nesse outro ramo ele ja teve de matar pessoas.

➢ Mary:
Mostrou-se desconfortável e temerosa com a visita dos detetives e até mesmo teve cuidado no que dizia, como se tivesse algo a esconder deles, e  talvez tenha.
Afirma ter Nitroh como seu admirador e diz que o homem dava atenção pra quem não merecia, admitindo assim que ela não era digna da atenção do mesmo e podendo significar culpa pelo assassinato.

➢ Prime:
Esta nervoso com algo desde o inicio do capitulo, como se tivesse feito algo errado e tivesse medo que descobrissem.
É coroinha de Jesus, que claramente odiava Nitroh. Talvez Prime tenha cometido o assassinato como forma de seguir Jesus.

➢ Gulielmus:
Primeira pessoa que afirma ter algum tipo de contato mais direto com Nitroh, o que pode ter trazido um motivo para mata-lo
Supõe que a morte do homem tenha sido causada por um espirito maligno
Mostra ser um homem agressivo quando discute com o detetive e o ameaça

➢ Luckwearer:
Ele fala pro detetive sobre a rotina do Nitroh, o que pode dizer que ele reparava no homem ou que simplesmente nota por ser um cliente qualquer
Chris afirma em um momento que o Luckwearer é obcecado por violações, o que pode ter sido simplesmente por conta do Gabriel ser obcecado em violar pessoas nas historias (digo isso pq ja fui uma vitima), ou pode ser também uma pista afirmando sobre como o mesmo é violento.
É acusado por Mary de ter uma desavença com Nitroh por conta das aulas de musica.

➢Lazarus:
Dono da biblioteca que anteriormente foi dito que Nitroh frequentava
Fala bem até de mais do Nitroh. Pode não significar nada, mas pode ser ele tentando tirar o dele da reta.

➢Jesus:
Não aceita Nitroh ser ateu.
➙  Queima a foto do mesmo mostrando sua raiva por Nitroh mesmo após sua morte.

Como eu disse antes, nada disso é o suficiente pra suspeitar completamente de alguem, mas foi o que eu reparei e que acho que possa ter uma futura importância para descobrir qual é o assassino.



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19 Re: Detective Game #1 em Qui Out 06 2016, 23:42

LazarusR

A única coisa realmente incomum ficou por conta do padre. Superficialmente, queimar a fotografia indicaria os sentimentos reais do religioso pelo falecido ateu: Ser consumido pelas chamas por conta de sua opção herética. Pessoas intensamente religiosas podem sentir dificuldades para aceitar como válida e reconhecer a bondade vinda de outras fontes desconectadas do sagrado. Neste caso, um ateu não passaria de um veículo para o mal disfarçado.

Entretanto, a exatidão desta linha de raciocínio depende da conduta recorrente do padre. E trata-se de algo que ainda desconhecemos. Por fim, analisando em termos de metagame, penso ser bastante provável que o padre mostrará um motivo perfeitamente razoável para justificar sua ação.

Por hora, não vejo motivos consistentes para suspeitar mais de uns do que de outros.



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20 Re: Detective Game #1 em Sab Out 08 2016, 10:37

Luckwearer

Como o resto da galera já teorizou e avaliou todas pistas que tão no capítulo, pelo menos pra mim, não tenho muito o que falar. Mas vão se foder, porra, parem de queimar minha imagem, tenho desejo por isso não :grin: .

Não gostei muito da minha representação, mas tirando isso achei um bom capítulo, caso fosse uma fanfic. A escrita é boa e não é cansativa, dá pra ler de boas, até agora não vi nada pra melhorar não.

Agora é esperar você postar o segundo.





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21 Re: Detective Game #1 em Sab Out 08 2016, 12:32

Dwight

Como o Gabriel falou, tudo já foi muito bem destrinchado acima, e não acho que há nada muito revelador neste capítulo. Ainda assim, vou pontuar o que mais me chamou atenção:

* Daenerys, Dwight, Chris e Gulielmus não me mostraram nada que levantasse maior suspeita nesse primeiro capítulo, claro que já me descarto por ser eu. Gulielmus até teria alguma relação com facas, mas é um objeto muito trivial para se considerar por agora; e a Daenerys apesar do sobrenome nada sutil, é a que menos me levanta suspeita.
* Mary; o nervosismo poderia ser justificado pela pressão da polícia, mas ainda assim é algo a ser considerado. Achei muito bem pensada a observação da Babi sobre ela comentar que ele dava valor a pessoas que não mereciam e ela ser a que aparentemente mais recebia, mas acho muito difícil o escritor ter pensado nisso de antemão.
* Luckwearer; naturalmente ele é sempre o suspeito óbvio por ser um merdeiro de mão cheia, e geralmente não o é. Tiveram algumas insinuações sobre o comportamento dele, mas em situações assim (e especialmente em JDDs) é natural que um vá jogando a pica no colo do outro. Ainda assim, aparentemente teria motivos para cometer o crime.
* Lazarus; o exato contrário: nada indica ser ele, mas por se tratar do Lazarus que é quase uma figura mística rola uma desconfiança. É de se notar que ele tem toda uma vibe Hannibal-Lecter-assassino-refinado, porém.
* Prime e Babi, nesses dois moram minhas maiores suspeitas, por agora. Comportamento estranho, pai açougueiro e conhecem facas, ela apresenta força acima do comum, ele algum tipo de esquizofrenia e/ou grande nervosismo. Apesar de tudo isso, acho que foram os únicos que ainda não diretamente falaram/foram mostrados em primeiro plano, o que torna para mim mais suspeito ainda.
Acho provável que, caso seja um dos dois, um está acobertando o outro, e possivelmente até mesmo o Gulielmus estaria ciente disso, por não deixar eles falarem com o detetive e pela maneira que that escalated quickly na conversa com o Bill.
* Jesus, aparentemente um completo freak, por enquanto colocaria ele na mesma categoria do Luckwearer pela extrema obviedade, mas também teria um pseudo-motivo para cometer o crime.

Enfim, por enquanto não acuso ninguém.



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22 Re: Detective Game #1 em Sab Out 08 2016, 19:36

Prime

Babi e Prime podem estar não somente escondendo e reagindo a qualquer coisa de errado que eles fizeram, mas também algo que o pai deles fez. Também não acuso ninguém.



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23 Re: Detective Game #1 em Dom Out 09 2016, 16:00

Daenerys

Por enquanto, os únicos que realmente levantaram alguma suspeita pra mim foram Babi e Prime, mas ainda não acuso ninguém.

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24 Re: Detective Game #1 em Dom Out 09 2016, 21:54

Josh

Pessoal, Mary teve que sair do jogo. Ela não era o assassino e nem o detetive.




 
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